terça-feira, 29 de novembro de 2011

Aprenda a Servir a Deus em sua Igreja

Dois princípios para o seu serviço cristão:

1. Você não serve a Deus somente no fim de semana, em alguma atividade na igreja, Sua vida, que é um presente de Deus, deve ser dedicada a Ele em tudo o que você for fazer. Este entendimento evita que um crente, que não honra a Deus e nem o serve durante a semana, se sinta, erroneamente, bem com Deus porque faz alguma coisa na igreja no Domingo. Muita gente pode se refugiar nisto, vivendo uma vida espiritual relaxada toda a semana e no Domingo, porque canta, ou toca, ou dirige, ou recepciona, ou ensina, prega ou faz alguma outra coisa na igreja, se sente um ministro, um servo. Isto é um engano perigoso.

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. Colossenses 3:17.

Entretanto, muitos também têm negligenciado o princípio abaixo:

2. Você serve a Deus, também, no fim de semana, em alguma atividade na igreja. A igreja não existe no esforço de dois ou três, mas de todos os seus membros. Você compõe os membros deste corpo de Cristo, que é a igreja. Com seus talentos, serviços e realizações você contribui para a edificação deste corpo e completa o seu crescimento. Este entendimento evita que um crente se torne um turista na igreja e apenas um expectador da obra que ela tem que realizar. A igreja não é um fast food espiritual a serviço do crente, mas o crente precisa servir na cozinha para que o alimento chegue a todos. Para que o trabalho da igreja seja realizado e vidas sejam abençoadas, seus membros precisam ser comprometidos com ela. Muitos crentes apenas esperam os serviços da Igreja, mas o seu tempo, seu dinheiro e seus talentos não estão a serviço dela.

“Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso”. 1Co 12:4-7

“Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor”. Efésios 4:15-16.

Que Deus te abençoe através da sua Igreja, mas que você seja, também, uma benção para ela.

“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. 1 Pedro 4:10

Tiago Leite

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Perseguidos, só pelo Nome!

“Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo”. Mt 10:22

Em todo o capítulo de Mateus 10 há uma descrição: do que somos, de quem somos, o que temos que ser e fazer, o que nos espera no caminho e o que nos espera no final do caminho.

Mas destaco o verso 22 que me traz dois princíos importantes e uma promessa maravilhosa reforçados em todo o capítulo:

1. Princípio: todo aquele que for fiel a Jesus será perseguido, portanto, não devemos nos desanimar, nos assustar ou parar no meio do caminho, continuemos;

2. Princípio: todo aquele que for fiel a Jesus será perseguido por causa do nome de Jesus, e não por causa de outras razões. Assim, nossos pecados, erros e desvios de conduta como igreja ou como crentes que provocarem o ódio das pessoas, não podem ser justificados pelo nome de Jesus, mas devem ser tratados e corrigidos.

3. Uma promessa maravilhosa: Todo aquele que for fiel a Jesus até o fim, será eternamente recompensado.

Glória a Deus, misericórdia, santidade e perseverança a todos nós!

Tiago Leite

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Campanha de Evangelização ou de Conscientização

Jesus deixou a ordem: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações..." (Mt 28:19 NVI). Como igreja, temos um propósito muito claro de levar as boas novas a todos que pudermos e não temos grandes problemas em entendermos esta missão. Mas, a forma como fazemos isto tem provocado confusões e gerado desanimo em muitos crentes que se veem incapazes de participar desta tarefa. Apresentar o evangelho as pessoas não é um dom, mas uma tarefa de todos nós. Mas, a forma como se apresenta este evangelho se difere conforme o propósito de Deus e as capacidades que ele dá a cada um.

Analisemos o princípio bíblico de dons: 1º. Romanos 12:3-8: O serviço que Deus vai cobrar de você tem haver com seu dom; 2º. 1 Coríntios 12:28-31: os cristãos não tem todos os dons; 3º. 1 Timóteo 4.14: o cristão não pode negligenciar o seu dom; 4º. 1 Pedro 4.10: o cristão deve servir a Deus conforme o dom que recebeu; 5º. Efésios 4.11: existe o dom de evangelista que alguns cristãos têm.

Assim, existem pessoas especialmente dotadas com o dom de evangelismo. Pessoas assim tem uma capacidade dada pelo Espírito de alcançar e impactar muitas vidas. Homens como o apóstolo Paulo e Filipe ficaram registrados na Bíblia como grandes evangelistas no começo da igreja, e homens como John Wesley, George Whitefield, Moody, Billy Graham e outros ficaram registrados na história recente da igreja, também, como grandes evangelistas. Mas, nem todos são assim, e não precisam ser. Cada cristão é um instrumento diário de evangelização através de seus relacionamentos. Analisando a história da igreja numa perspectiva geral, percebemos que a maioria das pessoas que abraçaram a fé não foram alcançadas por um grande evangelista, ou por um grande evento evangelístico, mas por gente próxima.

Leiamos a descrição da igreja em Atos 2:42-47. Neste texto, fica claro que a saúde da igreja, sua comunhão, amor, zelo doutrinário e testemunho atraiam a simpatia de todo o povo e criavam um ambiente no qual Deus tinha prazer em acrescentar os que iam sendo salvos. O mundo foi alcançado por uma rede natural de contato dos cristãos com os incrédulos. Com a perseguição da igreja em Jerusalém e as viagens missionárias, cristãos se espalharam pelo mundo e suas vidas, testemunhos e relacionamentos foram produzindo a evangelização mundial.

Assim, queridos irmãos, venho através deste artigo, nos desafiar a uma Campanha Nacional de Conscientização e não de Evangelização. Não faremos uma apostila de evangelismo, porque nós somos esta apostila. Em Cristo, já temos o suficiente para evangelizarmos, uma vida de cristão para mostrarmos. Não proporemos que os eventos evangelísticos nacionais promoverão as “oportunidades” de evangelizar, porque nossas vidas diárias e nossos relacionamentos são nossos constantes e principais eventos evangelizadores. Não lutaremos para que sejamos pregadores de vida em alguma campanha ou evento, mas para que sejamos vidas pregadoras. Trabalharemos para que, todos, tenhamos a consciência de que os principais fatores que contribuem para o crescimento e edificação da igreja e para a evangelização do mundo são os próprios crentes. Afinal, a maneira mais eficiente de se alcançar alguém para Cristo é um cristão se relacionando com ele.

Tiago

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Trabalhemos, Ainda é Dia

“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” João 9:4.

Meus irmãos, ainda é dia, na terra, ou seja, ainda podemos semear a palavra de Deus, ainda podemos alcançar vidas, ainda podemos servir ao Senhor com certa tranquilidade ao nosso redor, mas a noite vem chegando quando não poderemos mais trabalhar.

Para algumas regiões da terra, a noite já tem coberto os céus, nestes lugares cristãos morrem por compartilharem o evangelho. Mas, nós temos ainda uma preciosa oportunidade de testemunhar o amor de Deus.

E a melhor forma de evangelizar é com sua própria vida, testemunhando em seus relacionamentos a maneira diferente de viver que você leva. “Não adianta nada ir a algum lugar para pregar se a nossa vida não for a pregação” cito Francisco de Assis.

Ainda é dia, sejamos vidas pregadoras e não pregadores em vida. Não perca tempo fazendo nada que não seja o que Deus quer.

Tiago Leite

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Morrendo de Sede Junto à Fonte

Você já se encontrou em uma situação onde percebeu que não estava usufruindo de algo importante a que tinha direito, simplesmente porque estava desinformado ou desinteressado? Ouvi a história de um homem náufrago que morreu de sede depois de passar um tempo tentando se salvar em um bote. O curioso e infeliz detalhe desta história é que ele foi encontrado morto com seu bote não mais no mar, mas já nas águas doces do rio Amazonas.

Você pode estar morrendo de sede junto à fonte. Podemos experimentar uma vida de sequidão espiritual, tendo a nossa disposição uma fonte abundante de vida espiritual, por não estarmos integrados e envolvidos com Cristo e seu corpo, a Igreja. Cada vez mais temos os cristãos sem igreja. Querem Cristo, mas não o seu corpo (a igreja), o que é impossível. Ninguém é pastor de si mesmo e ninguém serve a Deus sozinho.Jesus disse que fora dEle, que é a videira, um ramo não pode crescer (Jo 15). O apóstolo Paulo nos lembra que a Igreja é o corpo de Cristo (1 Co 12). Envolvidos no corpo, como parte dele, estamos ligados à cabeça deste corpo que é Cristo.

Na Igreja encontramos o ambiente favorável para nossa edificação. Nela recebemos a instrução, a direção e o estímulo a nossa vida espiritual. Na igreja recebemos a palavra de Deus de forma bem clara e aplicada a nossa vida diária. Nela somos conduzidos a adoração, ao estudo das Escrituras, ao desenvolvimento dos dons e dos frutos do Espírito em nós. Muitos podem dizer que se decepcionaram com as igrejas em que passaram, e é certo que existem muitas igrejas falidas espiritualmente por aí. Mas o crente que vive sem igreja está assim muito mais por falta de humildade do que por falta de igrejas saudáveis.

Então, fora do corpo ou pouco envolvido com ele, você pode murchar e esfriar. Freqüente a EBD, vá aos cultos, estudos e reuniões de oração. Faça um discipulado e vá a um grupo de oração. Envolva-se com o corpo de Cristo e sua vida espiritual vai ser reempulsionada!

Tiago Leite

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A Maior Descoberta da Vida

Em Mateus 13 Jesus conta a parábola do Tesouro Escondido. Diz Jesus que certo homem encontrou um tesouro que estava escondido num campo. Tal fato não era algo anormal e fora da realidade. Era uma coisa comum tanto na época do AT (Pv. 2.4; Jr.41.8) quanto do NT esconder tesouros debaixo da terra por causa das guerras e revoluções tão frequentes na época. Era mais seguro guardar um tesouro escondido no campo do que deixá-lo em casa, pois este, estando em casa, poderia ser roubado por ladrões ou levado pelos invasores como despojo. Acontecia, porém que, na maioria das vezes, o proprietário do tesouro morria sem revelar a ninguém onde tinha escondido o tesouro. Assim, o tesouro escondido no campo poderia ou não ser encontrado por alguém.

Jesus não está ensinando que o crente deve comprar a sua salvação assim como o homem comprou o tesouro, ela é de graça. Jesus também não está ensinando que o crente deve fazer um voto de pobreza ao vender tudo quanto tem para se tornar participante do reino de Deus, Deus pode abençoar materialmente.

Jesus ensina então o que?
Ele ensina que o reino dos céus, com tudo o que ele é e possui, é um tesouro muito valioso. Tão valioso que o crente que o encontra reconhece seu imenso valor e, motivado por grande alegria, dispõe-se de todo o coração a entregar tudo quanto possa interferir na obtenção desse reino tão valioso. Em outras palavras, aqueles que percebem o imenso valor do reino de Deus que foi revelado em Cristo sacrificarão qualquer coisa para desfrutar das riquezas desse reino.

Num mundo onde tudo é medido numa escala de valor e todos são considerados dentro de suas classes e valorizados ou não por estas classificações, Jesus apresenta o seu reino como o maior valor, o maior tesouro. Encontrá-lo é fazer parte daqueles que acharam o que mais tem valor neste mundo. Fazer parte do reino de Deus é o maior privilégio do ser humano. É um tesouro, é possuir o bem com maior valor neste mundo.

Jesus já havia falado em Mateus 6:33 que buscar o reino dos céus e a sua justiça deve ser prioridade na vida do discípulo e mesmo as necessidades básicas devem ser colocadas em segundo plano.

Buscar o reino de Deus é submeter-se ao seu Rei, àquele que foi coroado pelo Pai, como Senhor de todas as coisas. Jesus é o centro do reino (Cl. 1:15-20).
Encontrar Jesus é o alvo principal de nossa existência. Tudo fica relativo diante da verdade. E o que esta pequena parábola nos ensina sobre o reino de Deus?


I – O Reino de Deus não é Totalmente Visível “tesouro oculto”

Ele será bem visível.
Um dia o mundo vai ser surpreendido com um barulho tremendo, uma luz ofuscante e uma cena que vai chocar toda a terra. Todos os homens e mulheres que puderem olhar para cima vão ver algo que nunca foi visto nos céus. Talvez muitos se assustarão pensando ser um meteoro, outros se desesperarão pensando ser o fim do mundo. Todo olho verá um homem brilhante rodeado de seres com asas, anjos que quase todos pensavam que não passavam de contos de fadas. Este homem vai descer e sua voz ecoará em toda terra dizendo: Eu sou o Leão da Tribo de Judá, eu sou Jesus. Chegou a minha hora. Jesus virá e reinará neste mundo, a sede do seu reino será em Jerusalém e ele nomeará os que haviam crido nele como príncipes e princesas nesta terra. E ele reinará e comandará todas as nações e a terra viverá os melhores dias de sua existência, mil anos de paz. O Reino de Deus será visível!!

Apocalipse 20:4-6 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.

Ele ainda não é muito visível.
Mas este tempo espetacular do reino ainda não chegou, este maravilho fenômeno ainda não aconteceu e Jesus explica que até lá o seu reino não seria percebido por todos, aliás, por quase ninguém. Muitos podem não entender o que você está fazendo ao buscá-lo tanto, ao considerar tudo o mais menos importante!O reino de Deus não está associado aos valores do nosso mundo. Ele não está nas propagandas, nos noticiários, na bolsa de valores, no dia-a-dia de nosso mundo. É um reino invisível, mas que pode ser visto pela fé (Hb. 11:27).

Quem encontra Jesus vê a imagem daquele que é invisível (Cl. 1:15). É oculto para a maioria dos homens, mas Deus no-lo revela (1 Co. 2:9-16 ler).
O Espírito Santo desperta o espírito do homem para enxergar o reino invisível de Deus e aquele que está assentado no trono. Talvez seja por isso que Paulo ore para que Deus abra os olhos dos crentes para uma dimensão espiritual do reino de Deus (Cl. 1:17-19).

O reino de Deus é visto com os olhos do coração. Ele é visto por fé. É um tesouro oculto, invisível. É um mistério a nós revelado (Cl. 1:26).

Você precisa entender que Jesus foi a melhor coisa que aconteceu na sua vida! Agarre-se a ele! Seja um súdito de seu reino! Garanta o seu Tesouro!


II – O Reino de Deus Pode Ser Encontrado “tendo-o achado”


O reino era oculto, mas foi “achado”. Talvez na primeira parábola, involuntariamente, enquanto se caminhava pelo campo. Na segunda, o comerciante já procurava há algum tempo a pedra preciosa.

A história da nossa salvação é a prova de que Deus se deixa achar. Já no Antigo Testamento, o povo de Israel teve o privilégio de encontrá-lo. Ele podia ser achado (Is. 55:6). Quando Ele era buscado de todo coração, se deixava encontrar (Jr. 29:13,14).

Às vezes não o achamos, mas somos achados pelo Senhor Jesus.
Os evangelhos nos mostram o Senhor Jesus buscando as pessoas, surpreendendo-as com sua presença. Zaquel achava que estava procurando Jesus, mas era Jesus quem procurava por ele (Lc. 19:5).

Você já o encontrou? Sua escala de valores já mudou? Você já contempla o invisível? Zaqueu mudou a sua vida quando foi encontrado por Jesus! Procure-o! Busque a Jesus agora! Contemple-o. Feche os seus olhos e tenha agora uma conversa com Ele!


III – O Reino de Deus deve ser priorizado “vendeu tudo”

Por este reino se podia vender tudo, pois o seu valor é infinitamente maior do que todos os nossos tesouros.

Para seguir Jesus, podemos abrir mão do que mais amamos que seremos recompensados (Mt. 19:29 “ e todo aquele que tiver deixado csa, irmão, irmã, api, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará vida eterna”). Quando damos algo a Deus, Ele nos devolve mais ainda (Lc. 6:38 “dai e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida e transbordante, generosamente vos darão; pq com a medida que vos tiverdes medido vos medirão também”). Por Ele tudo pode ser perdido, mas o reino suprirá toda a nossa necessidade.

Paulo fala de suas perdas, mas também do que recebera de Cristo (Fl. 3:7,8 “Mas o que para mim era lucro considerei perda por causa de Cristo” Sim deveras considero tudo com perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo”). Ele não fica devendo nada a ninguém. Se nos achegamos a Ele, Ele se chegará a nós (Tg. 4:8).

A eternidade nos mostrará que os tesouros de Cristo são incomparavelmente melhores que os da terra. Estes são eternos (Mt. 6:19-21” não acumuleis...”) e fazem o coração transbordar de alegria (v. 44 “E, transbordante de alegria”).
Ás vezes tomamos por infelizes os que abrem mão de profissão, de recursos do mundo para se consagrarem à obra de Deus, mas eles terão a recompensa de acordo com a dedicação de cada um.

Você tem entendido o valor que tem ser filho de Deus e seu servo nesta terra? Você tem priorizado a sua vontade? Ou tem dado um tiro no pé ao seguir seus próprios caminhos?

É hora de consagração! É hora de seguir pelo campo, vender tudo o que tem, e perceber abaixo da superfície um tesouro maravilhoso e invisível. É hora de agarrar-se a Jesus e não deixa-lo mais.


Tiago Leite

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Constranger ou não constranger, eis a questão...

Com certeza, todos nós já ficamos “boiando” em alguma situação ou ambiente em nossa vida. É chato, constrangedor e podemos até ficar magoados. Quando me lembro das situações constrangedoras que passei, sinto que ninguém deve constranger o outro, pois é até humilhante. Mas, olhando para Jesus e como compartilhava a palavra percebo que devemos provocar este constrangimento nas pessoas por um aspecto e em outro aspecto devemos evitar, ao máximo, constranger alguém.

Como devemos constranger as pessoas?

Jesus constrangeu as pessoas que ouviram suas mensagens e parábolas em diversas ocasiões. As pessoas muitas vezes não entendiam o que Jesus dizia, todo o significado de suas palavras e o mistério do seu reino ficou encoberto para muitos dos que o ouviram. Seus pais, seus próprios discípulos, os religiosos, as autoridades e o povo não entendiam tudo o que Jesus falava. O mesmo aconteceu com seus discípulos quando começaram a pregar como Jesus, e vemos este mesmo constrangimento sendo provocado até pelo versátil apóstolo Paulo por onde passou.

Este constrangimento é inevitável e necessário, porque o homem natural não compreende as coisas do Espírito, não consegue discerni-las espiritualmente e a palavra, com sentido espiritual, proferida incomoda a alma humana. É como se falássemos algo que as pessoas ouvem, não entendem totalmente as implicações, mas sentem um profundo impacto em suas almas, sentem que há algo especial nestas palavras que precisam conhecer. Como John Stott destaca ao citar em seu livro “Contracultura Cristã” a frase do Dr. Lloyd-Jones: "A glória do Evangelho é que, quando a Igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. É então que o mundo se sente inclinado a ouvir a sua mensagem, embora talvez no princípio a odeie” ¹.

Não estamos falando de proferirmos palavras mágicas em uma língua incompreensível, mas emitirmos palavras nativas que remetem a um mundo muito maior do que as pessoas conhecem, a um destino muito mais abrangente do que vislumbram e a um ser muito maior do que tudo o que podem imaginar. Falar sobre o Deus Criador e Seu Filho Salvador é tocar num assunto que a mente humana por si só não consegue entender, muito menos aceitar. Por isto Jesus, seus discípulos e Paulo foram perseguidos e mortos, por suas palavras. Palavras que provocam a sede da alma, ou o ouvinte humildemente deposita sua fé naquilo que seus olhos e mentes não podem compreender totalmente ou se enche de ira egocêntrica. Pedro e João ouviram claramente a ordem: “Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus”. O apóstolo Paulo afirma: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1 Co 2;4). Como Calvino dizia, a Bíblia é a Escola do Espírito. Nossas palavras bíblicas vão constranger, mas o Espírito é quem convence.

Como não devemos constranger as pessoas?

Jesus nunca constrangeu as pessoas pelo código que usou, mas pelo conteúdo profundo, desafiador e desconcertante de suas palavras. Em seu famoso Sermão do Monte (Mt 5-7), com palavras simples, comuns e compreensíveis, ele descreveu os valores profundos e humanamente intangíveis do seu reino. Jesus nos ensina que devemos facilitar o máximo para as pessoas a compreensão do Evangelho, porque seu conteúdo por si só já gerará profunda comoção ou repugnância. Esta transmissão de uma mensagem transcendente, divina e eterna decodificada para a linguagem de seres limitados e soberbamente resistentes é a essencial contextualização. Jesus, em sua encarnação, nos dá o melhor exemplo. Ele fez-se um de nós, falou a nossa língua, andou nas nossas ruas. Jesus evitou constranger-nos com um amor só pregado pelos anjos e com uma misericórdia só proclamada em sinais nos céus e nuvens sobre os montes. Jesus nos amou de perto e não de longe.

Não devemos constranger as pessoas por sermos estranhos a elas, por usarmos de uma linguagem que não tem em seu vocabulário, de nos vestirmos como se fossemos de uma casta distante, de nos comportarmos como se não tivéssemos nascido aqui e por aqui nunca andando. Não devemos constranger as pessoas com neologismos, sofismas (estas duas palavrinhas são o próprio exemplo), com palavras que um descrente não vai entender.

Uma coisa é alguém não entender o evangelho por não concordar com ele, porque a mensagem o humilha e exige sua entrega total. Outra coisa é alguém não entender o evangelho porque não entendeu o que o evangelista estava dizendo, sua linguagem, seu culto e suas tradições estranhas o inibiram.

Jesus usou elementos como luz, sal, terra, semente, água, pão, casamento, vinho, parto. Aprendamos com ele o uso das palavras de nosso tempo para anunciarmos as palavras eternas.

Duas Aplicações Práticas:
1. Se o conteúdo de suas palavras não constrange nunca um descrente, reveja seu vocabulário. Deus e seus mistérios precisam estar nele para tocar as pessoas.
2. Se a forma de seu conteúdo constrange o descrente, reveja seu contexto. Deus com seus mistérios se revelou de forma simples, não complique o recado de Deus.


Nota
¹ STOTT, John R.W. Contracultura Cristã. São Paulo: ABU Editora, 1982. 140p.


Tiago Leite

Existe uma Igreja Cristã Verdadeira?

“...muitos (...) creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos” João 2:23b-24

Nenhum ser humano pode ver a condição espiritual do coração de ninguém. Podemos perceber os que freqüentam a igreja e perceber sinais externos de mudança espiritual interior, mas só Deus pode, de fato, ver o coração das pessoas e enxergar o seu estado espiritual. Portanto, a verdadeira igreja de Cristo, formada por cristãos genuínos, é invisível para o homem e percebida somente pelos olhos de Deus.

A igreja verdadeira não é fruto de uma organização visível que vem de uma linha sucessória e ininterrupta de líderes desde os apóstolos, mas fruto da edificação do próprio Cristo que vem tocando no coração de homens e mulheres no decorrer da história. Calvino afirmou: “A pretensão de sucessão é vã se os descendentes não conservarem sã e incorrupta a verdade de Cristo que eles receberam da mão de seus pais e não permaneceram nela (...) Que valor tem tal sucessão se não incluir também imitação incorrupta da parte de seus sucessores”.

Por outro lado, a igreja de Cristo pode ser visível aos olhos dos cristãos genuínos que entendem a diferença entre os cristãos e os descrentes. Paulo escreve a igrejas especificamente, mas afirma haver no meio delas descrentes também (2 Tm 2:17-18). Leia mais sobre a visibilidade e a invisibilidade do cristão na introdução do Artigo: Arte, Cosmovisão e o Evangelho.

Entretanto, tomemos cuidado com as instituições, nenhum ajuntamento cristão pode ter a pretensão de limitar o poder salvífico de Jesus.

“O Senhor conhece os que lhe pertencem” 2 Tm 2.19.


Tiago Leite

Buscando o Equilíbrio

Jesus pediu ao Pai que não nos tirasse do mundo, mas nos guardasse do mal (Jo 17). Ele nos deixou então o desafio de vivermos no mundo com os padrões do céu. Diante deste desafio devemos evitar dois comportamentos:

Vulnerabilidade: “O simples da credito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos” (Pv 14:15). Jesus destaca que alguns vão receber sua palavra, mas ela não produzira mudanças porque serão influenciados pelo mundo (Lc 8:14). Tomemos cuidado com a Glutonaria Cultural. Brian Godawa, um roteirista americano, afirma: “Diversão pode significar desvio e ilusão. Muitas vezes isto acontece quando um filme começa a rodar. Suspendemos nossas crenças e nosso senso critico. Sucumbimos as lições sutis de como nos comportar, pensar e ate ver a realidade”.

Alienação: “Quem me dera fosse louco, não sofreria tanto”, afirmava Raul Seixas. Esta e a solução vista por muitas seitas. Eliminando a mente e a consciência, atingindo o nirvana, então não haverá influencia negativa. Mas nosso culto e nossa vida crista e racional e consciente do mundo (Rm 12:1-2). Os filhos de Issacar foram destacados para o Exercito de Israel porque eram conhecedores de sua época e capazes de discernir o que deveria ser feito (1 Cr 12:32). Tomemos também cuidado com a Anorexia Cultural. Lembro-me de uma conhecida frase de que devemos andar com a Bíblia e o jornal do dia debaixo do braço.

“...julgai todas as coisas, retendo o que e bom; abstende-vos de toda forma de mal” 1 Ts 5:21


Tiago Leite

Planejamento Espiritual da Vida

“Atendei agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”. Tg 4:13-15.

Tiago não proibiu planejar. Tiago não está dizendo para vivermos uma vida irresponsável e sem nenhum planejamento. Isto fica claro porque ele entende que devemos dizer: Se o Senhor quiser faremos isto ou aquilo. Ou seja, fazermos isto ou aquilo implicará em um planejamento.

O Conselho: é proibido planejar a vida sem consultar o autor da vida. Não fará sentido alguém planejar sem consultar a Deus. É como alguém que planeja arrumar uma casa alugada sem consultar o dono. Tiago nos chama a atenção para o fato de que aquilo que planejamos só vai acontecer se Deus quiser.

Tiago nos ensina que precisamos planejar a nossa vida espiritualmente, ou seja, com o discernimento espiritual do que é a vontade de Deus. Ele deve ser consultado, ele deve ser ouvido, ele dever ser entendido. É preciso vida devocional, oração e leitura da palavra.


Tiago Leite

Como Ser uma Pessoa Bondosa

TEXTO: Lc 10:30-37

Desde Caim, seu homicídio e sua resposta a Deus (acaso sou tutor do meu irmão) que a humanidade experimenta a tendência para o mal, a maldade. Maldade não apenas no cometimento de atentados físicos aos irmãos, mas a omissão e a insensibilidade para com o sofrimento dos outros.
Ouvimos todos os dias a noticia de tragédias ao redor do mundo que numa mistura de sentimento de impotência com o sentimento de autoproteção, passamos a nos comportar com indiferença.
Além do sofrimento presente em todo mundo, tão distante de nós, aprendemos todos os dias conviver com as mazelas ao nosso redor, e desenvolvemos a mesma indiferença. Infelizmente esta indiferença pode ter justificativas bem elaboradas e muitas vezes até religiosas. Mundo Atual é Individualista e Egocêntrico.
Mas, não podemos perder a essência do evangelho de Cristo, que deve nos transformar em pessoas amorosas, sensíveis, boas para com o próximo. Nós temos que ir contra a maré, termos coração sensível ao sofrimento do outro.

A palavra nos ensina que a bondade é um fruto do Espírito Gl 5:22-23.
A palavra traduzida por bondade (agathosune), em Gálatas 5:22, denota uma bondade ativa, agressiva. Mais que excelência de caráter, é o caráter em ação, expressando-se em bons atos. Ef 4:32 (sede para com os outros benignos).

Um Exemplo de Homem Bom para Jesus (Lc 10:30-37).

Jesus responde a um rabi que queria testá-lo e evoca o que ensina a Lei. E o rabi demonstra uma compreensão profunda resumindo o principal mandamento. Ele tinha aparentemente uma boa teologia, este não era o problema principal. Depois Jesus responde ao mestre da lei que queria se auto justificar, mas não vivia a lei que estudava de fato em sua vida. O rabi pergunta: Quem é o meu próximo e Jesus, então, demonstra em uma ilustração (parábola) a aplicação da lei.

Temos 3 personagens iniciais que são maus a um homem.
• Os salteadores vem, despojam e espancam o homem e vão embora.
• O sacerdote vem, vê, mas ignora o homem ferido e vai embora.
• O levita vem, vê, mas ignora o homem ferido e vai embora.

Atitudes de um Homem Bom (vs. 32-35)

1. Ele viu o próximo;
2. Ele se sensibilizou com a situação do próximo;
3. Ele se aproximou do próximo;
4. Ele socorreu o próximo;
5. Ele se sacrificou pelo próximo;
6. Ele cuidou do próximo;
7. Ele contribuiu para a recuperação do próximo.

Todas as cerimônias do Sacerdote e sua prática religiosa não o fizeram um homem bom. Todo serviço do levita a Deus não o tornou um homem bom (dois principais religiosos do AT). Nesta resposta a pergunta de um intérprete da Lei, que queria testá-lo Jesus nos aponta as atitudes de um homem bom.
“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” 1 João 3.18


O QUE É PRECISO PARA SER BOM (Lc 10:30-37)

1. É PRECISO ABNEGAÇÃO;
“se só penso em mim mesmo nunca vou me preocupar com o outro”

“Casualmente ia por aquele caminho”. O sacerdote e o levita não percebem o homem, estão muito preocupados consigo mesmos para mudar o seu caminho. Afinal encontrar um homem ferido tinha sido uma causalidade, estava ali por acaso, acontece...
O Sacerdote devia estar montado em um cavalo ou burro por pertencer a alta sociedade, não faria uma viagem de 27 Km (Jerusalém a Jericó a pé), isto seria muito incomum no oriente. Provavelmente vivia em Jericó e descia para casa depois de cumprir o período de duas semanas no templo em Jerusalém. Sua imensa lei oral o proibia de se aproximar mais do que quatro côvados de um cadáver.
O Sacerdote não poderia saber se ele era um próximo. Como o homem estava como morto e despido ele não tinha condições de saber se estava vivo ou se era um judeu e não gentio. Identificava-se um judeu pelas roupas e pela língua. O sacerdote era prisioneiro do seu próprio sistema religioso legal/teológico. Sua vida baseada em um sistema de faça e não faça dava a ele respostas objetivas e insensíveis até mesmo a homem morrendo na sua frente na beira da estrada.
O levita mesmo não tendo sobre sí a mesma exigência de purificação se exime de ajudar. Historiadores e estudiosos que conhecem a estrada presumem que os viajantes podiam ver os que estavam a sua frente no caminho a muita distancia. É provável que a atitude do sacerdote faz com que o levita também se exima de ajudar.
Sacerdotes, levitas e leigos judeus oficiavam no templo e seria natural que estivessem na estrada voltando para casa. O ouvinte de Jesus poderia esperar que Jesus falasse de um leigo agora, mas ele choca seus ouvintes colocando como herói o odiado samaritano.
O Samaritano estava em seu caminho, passa perto, e ele vê, se compadece, se aproxima, socorre e se sacrifica pelo homem ferido.
- Ele poderia se preocupar com o risco de ajudar um homem ferido poderia ser atacado também. Um sacerdote e um levita poderiam ser poupados de ladrões, mas um samaritano seria ferido e talvez morto.
- Ele poderia ter outros planos e não querer mudar o seu percurso.
- Ele poderia ter passado longe e não ter feito nada!

O homem bom abre mão de seus planos pelos outros, abre mão dos seus direitos, abre mão do seu tempo.

Você não tem tempo para amar, para ajudar, para olhar para o outro?

O que fez com que Jesus não se preocupasse consigo mesmo no momento de sua cruz? Que bondade! Foi a abnegação de sí mesmo por amor. Fp 2:5-8 (se esvaziou e assumiu a forma de servo e morreu morte de cruz).

O que fez com Estevão orasse pelos que o apedrejavam? Abnegação.

O Desafio de não ser o Centro. (Mundo Atual é Individualista e Egocêntrico)
A pergunta do religioso é centrada em sí mesmo. Quem é o meu próximo?
A pergunta de Jesus estava centrada no outro. Quem era o próximo do homem ferido e caído?

Se compadecer é ceder o centro ao outro.

Amor incondicional: a história indica que ele não conheceu o homem consciente. Ou seja, não fez esperando reconhecimento ou recompensa!

Você será um homem bom quando aprender a olhar para além de suas próprias necessidades e seus próprios planos e começar a perceber o outro.


2. É PRECISO CONTENTAMENTO;
“se acho que me falta tudo, não terei nada para o próximo”

O Samaritano poderia ter muitas razões para achar que não tinha condições de ajudar. Judeus oravam nas sinagogas para que os samaritanos não herdassem a vida eterna. Só entrando neste contexto podemos perceber a coragem e o impacto da palavra de Jesus!
Mas o que ele tinha considerou suficiente para ajudar e foi suficiente!
Mas o que ele era considerou suficiente para ajudar e foi suficiente! O Samaritano era desprezado pelos judeus, sofria de preconceito. Mas ele era seguro do que podia fazer e do que tinha para ajudar.
Durante um período de fome em Moçambique, duas mães vieram pedin¬do para fazer algum trabalho em troca de um pouco de farinha de milho. Dei¬xaram suas duas filhinhas conosco, enquanto trabalhavam. No decorrer da manhã, levei quatro bananas para as duas meninas. Agradeceram-me pelas bananas e então ouvi uma delas dizer à outra: "Vamos comer uma só cada uma, e guardar as outras para nossas mães". E assim elas fizeram. Se duas meninas famintas, de lares não-cristãos, podiam distribuir o pouco que tinham, quanto mais nós cristãos não havemos de pôr em prática a Regra Áurea de nosso Mestre? Edite Riggs Gillet (Moçambique).
O apóstolo Paulo foi um homem extremamente bom apesar das suas inúmeras dificuldades e limitações. Mas ele nos diz: “porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome;
assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece”. (Filipenses 4.10-13).

O que você é em Cristo, nova criatura, e o que você tem é suficiente para ser uma benção na vida dos outros.

Você será um homem bom quando aprender quem você é em Deus e que o que Deus te dá é suficiente para ajudar, para amar e abençoar!


3. É PRECISO CONTEÚDO;
“se eu estiver vazio não terei nada para dar, para dividir com o outro”
O bom Samaritano tinha comida, bebida e dinheiro. Ele tinha uma condução. No entanto, usa tudo isso para um fim que não tinha imaginado. Dois denários era muito dinheiro, o suficiente para pagar mais de três semanas de estadia com pensão completa. Dá mesmo o que não tem, o que contava vir a ganhar em Jericó. Fez uma promessa em aberto de pagar ainda mais o que fosse preciso.

Os gestos de compaixão revelam o lugar em que a santidade de Deus se manifesta. É mesmo possível que a referência ao vinho e ao óleo designe os dois elementos usados nos sacrifícios do Templo. É aqui, nos gestos de compaixão, que se encontra o verdadeiro lugar do sacrifício onde Deus está.
Ali no meio da estrada no deserto e não no templo em Jerusalém um verdadeiro sacrifício agradável a Deus foi feito pelo samaritano.
Oseias 6:6, “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício”.

Precisamos ter o óleo e o vinho!
Não podemos dar o que não temos! Precisamos compartilhar o amor de Deus precisamos tê-lo!

“Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos ... para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl. 4:6)
"Habite ricamente em vós a palavra de Cristo." Cl. 3:16ª

Como anda a sua vida devocional? Como anda a sua intimidade com DEUS!
Quanto mais perto estiveres de Deus maior será o teu coração para os outros

E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, (Efésios 5:18).

Você será um homem bom se estiver preparado para sê-lo. Encha-se de Deus e de sua palavra, procure colher os frutos do trabalho e abençoe o seu próximo!


4. É PRECISO DISPOSIÇÃO;
“ser bom dá trabalho, é preciso disposição para abençoar”

O Sacerdote o Levita não quiseram ter trabalho com aquele homem.
O Samaritano dispôs:
- o seu olhar;
- o seu coração;
- o seu tempo;
- o seu animal;
- o seu óleo e vinho;
- o seu dinheiro;

Certo capelão evangélico encontrou no campo de batalha um soldado gravemente ferido e perguntou-lhe: “Você quer que eu leia um trecho das Sagradas Escrituras?” “Tenho muita sede e preferia que o senhor me desse um copo d’água”. O ministro providenciou a água e o soldado bebeu logo. “Quer, agora, que eu leia uma passagem da Bíblia?” “Preferiria que o senhor colocasse alguma coisa debaixo da minha cabeça”. O capelão tirou o capote, dobrou-o, fez dele uma espécie de travesseiro e colocou-o debaixo da cabeça do soldado. “E agora, quer que eu leia uma parte deste livro que á a Palavra de Deus?” “Sinto muito frio; preferia que conseguisse um agasalho...”. O ministrou tirou o seu paletó e com ele cobriu o soldado. Depois de tudo isto, o militar, olhando para o rosto do capelão disse: “Agora, se nesse livro há algo que ensine um homem a fazer o que o senhor me fez, peço que me leia uma parte dele”. Esse é o padrão de testemunhas que o Senhor busca.

Separe no seu coração, sua mente e sua agenda tempo para ser bom!
Anime-se, levante-se porque Deus há de fazer através de tí grandes coisas!

Você será um homem bom se estiver disposto a pagar o preço da bondade!



APLICAÇÃO:

Pv 11:17 (O homem bondoso faz bem a sí mesmo)

Mt 25:31-46 (Galardão para os bons e Castigo para os maus)


• Você será um homem bom quando aprender a olhar para além de suas próprias necessidades e seus próprios planos e começar a perceber o outro.
• Você será um homem bom quando aprender quem você é em Deus e que o que Deus te dá é suficiente para ajudar, para amar e abençoar!
• Você será um homem bom se estiver preparado para sê-lo. Encha-se de Deus e de sua palavra, procure colher os frutos do trabalho e abençoe o seu próximo!
• Você será um homem bom se estiver disposto a pagar o preço da bondade!

“Servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21)


Tiago Leite

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Arte, Cosmovisão e o Evangelho

Sou um ser humano dentro da minha raça, sou um cidadão dentro do meu tempo e sou um cristão com a minha fé em Cristo. Sou um cristão de um livro só, a Bíblia, e sou um ser de uma estrutura só, a humana. Assim reflito, reconhecendo que estou em um processo divino, agindo no humano que sou, para o desenvolvimento de minha salvação, minha percepção do mundo e minha missão na terra. Como todos, estou em constante contato com as manifestações culturais do meu povo, de minha época. Abaixo algumas reflexões e citações do que tenho lido e pensado sobre minha humanidade e suas competências e sobre minha espiritualidade e sua missão.

A Identidade do Cristão e a Cultura Contemporânea

A visibilidade do nosso Cristianismo. Não podemos desconsiderar a necessidade de que nossa fé seja visível aos outros através de nossa vida. A árvore se conhece pelos frutos, um cristão será percebido pelos outros por seus frutos (Mt 12:33). Somos a luz do mundo e o sal da terra. Os homens precisam ver as nossas boas obras e glorificar a Deus (Mt 5:13-16). O Sermão do Monte traz claramente o ensino de virtudes visíveis (Mt 5-7). Somos feitura dEle criados em Cristo Jesus para boas obras (Ef 2:10). Somos o corpo de Cristo, ou seja, manifestamos neste mundo a ação de Cristo na terra (1 Co 12:27). Temos que viver os frutos da luz e nos desvencilharmos das obras da carne (Gl 5:16-26). Paulo em Efésios ensina que, como nova sociedade em Cristo, manifestamos esta nova vida em nossa unidade e santidade no dia a dia. Nosso comportamento e nossos relacionamentos devem refletir esta nova vida. Tiago é muito claro ao dizer que nossa fé é visível em boas obras (Tg 2:14-26). As cartas do Novo Testamento são muito claras na implicação prática de nossa fé, se nos tornamos cristãos com certeza seremos seres humanos diferentes dos demais. Qualquer teologia que remeta a fé cristã a um caráter totalmente subjetivo e invisível, anulará a obra visível da igreja que deve ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura e deve batizar em nome da Trindade.
O grande problema está no momento em que fatores culturais, temporais e meramente humanos são incorporados a lista do que nos identifica como cristãos. Quando inserimos nas “boas obras” aquilo que a Bíblia não insere estamos adicionando circuncisões pós-modernas, liturgias obrigatórias, sacramentos extra-bíblicos e a sacralização de tradições humanas. Estamos, também, excluindo a beleza da criação de Deus que vai além dos rudimentos da religião, estamos ignorando o ser humano em sua integralidade e em todas as suas capacidades. Desta forma, limitamos a glorificação a Deus a poucos ambientes, a poucas palavras e a poucas melodias. Neste contexto nosso cristianismo se torna autodestrutivo, porque quer levar a Deus apenas uma parte do ser humano e não ele todo.

A invisibilidade do nosso cristianismo. É preciso ter cuidado com o estereótipo de cristão. A razão do primeiro concílio da Igreja Cristã em Jerusalém girava em torno da identidade do cristão. Ser um seguidor de Cristo é ser um judeu ou praticante do judaísmo? Ser um seguidor de Cristo é ser alguém que não come carne de porco, que é circuncidado e visita o Templo em Jerusalém? A visão que Deus dá a Pedro, o discernimento que Ele dá ao multicultural apóstolo Paulo e o parecer de Tiago, caminham em direção a uma reinterpretação do que é ser cristão. Pedro apresenta o parecer do Concílio:
“Deus, que conhece os corações, demonstrou que os aceitou, dando-lhes o Espírito Santo, como antes nos tinha concedido. Ele não fez distinção alguma entre nós e eles, visto que purificou os seus corações pela fé. Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, impondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos a antepassados conseguimos suportar? De modo nenhum! Cremos que somos salvos pela graça de nosso Senhor Jesus, assim como eles também" (Atos 15:8-11).
A liderança da Igreja na época enviou esta resolução em forma de carta para as igrejas formadas entre os gentios trazendo o efeito necessário: “Quando a leram sobremaneira se alegraram pelo conforto recebido” (Atos 15:31). A percepção da igreja primitiva promoveu conforto e alívio aos cristãos, quando separou o que era temporal, a cultura judaica do que era eterno, a ação do Espírito. Ser cristão começa com o invisível aos homens, mas percebido por Deus, começa com uma entrega e confiança completa a Jesus, começa com a ação do Espírito. O externo é conseqüência.

A Cultura Contemporânea: Mal Necessário ou Característica da Humanidade

Pensemos na expansão do cristianismo no primeiro século. Um judeu cristão, um samaritano cristão, um grego cristão, um sírio cristão, um romano cristão, cada ser humano que cresse em Cristo naquela época estava livre da expectativa de assumir as práticas, a poesia e as tradições judaicas. Os gentios convertidos poderiam continuar falando a sua língua, vestindo as suas roupas, produzindo a sua música, a sua arte, os gregos poderiam continuar produzindo a sua bela arquitetura desde que em coerência a sua fé cristã.
O cristão precisa se libertar do pecado e não de sua humanidade. Ele precisa se libertar do pecado em sua humanidade e não propriamente da sua humanidade. Foi Deus quem criou as capacidades de nossa humanidade, foi Deus quem fez o homem e suas competências.

O que é Cultura: Michael Horton define cultura como “a atividade humana que intenciona o uso, o prazer e o desenvolvimento da raça humana”.

O relacionamento entre o Cristão e a Cultura: Horton afirma que há cinco posições:

1. Cristo contra cultura: o cristão não deve viver sobre a influência da cultura em geral. Este mundo está contaminado pelo pecado e é governado por Satanás. Tudo que a cultura deste mundo produz deve ser considerado mundanismo para o crente. Portanto, o crente deve de algum modo viver alheio a cultura deste mundo.

2. Cristo da cultura: Nessa posição Cristo é remodelado ou deturpado de sua personalidade original para atender as expectativas do intelectual moderno. O Filho de Deus que veio ao mundo é visto mais como “poeta, moralista ou filósofo do moralismo alemão”. Nesta posição, não há, na verdade, um relacionamento entre o cristianismo bíblico e a cultura, mas uma sobreposição da cultura anulando o cristianismo.

3. Cristo acima da cultura: Esta posição vê a questão de um modo mais vertical. Pensa mais em termos de Deus e o homem do que entre Cristo e a cultura. Não há tentativa de negar a cultura ou de anular o cristianismo pela assimilação completa da cultura. O que se tenta aqui é sintetizar Cristo e a cultura. O principal proponente desta posição é Tomás de Aquino.

4. Cristo em paradoxo com a cultura: Esta posição sustenta que não existe maneira de sintetizar o Cristianismo e a Cultura, porque estas duas forças estão em esferas diferentes da vida do ser humano. O Cristianismo está na esfera da religião e a Cultura está na esfera dos conhecimentos estéticos, morais e intelectuais. “Nenhuma esfera deverá reger a outra, e nem atacar a outra. São simplesmente esferas diferentes de atuação com propósitos diferentes”.

5. Cristo transformador da cultura: Esta posição sustenta que os cristãos devem ser agentes transformadores da sociedade. Os cristãos desta linha querem ir além do seu papel de evangelizar os perdidos, querem mudar as circunstâncias em que vivem, crendo que a cultura está de um modo como não deveria ser. Teologicamente, esta posição enfatiza o fato de que Deus criou todas as coisas, sendo o universo bom essencialmente. O problema do mal no mundo dá-se ao fato de que o mundo está caído e as criaturas pessoais estão em franca oposição a Deus. Este mundo, porém, aguarda a sua redenção. Os cristãos, que fazem parte da criação redimida, podem ser um instrumento nas mãos de Deus para melhoria do mundo atual.
Cito John Stott que ao, comentar o sermão do monte, nos lembra do desafio de sermos sal e luz. A contracultura pregada por John Stott não é a negação da cultura humana, mas a consciência de sua contaminação pecaminosa e da necessidade de ser modificada pelos cristãos. Em seu livro, Contra Cultura Cristã ele afirma:
“Com demasiada freqüência, os cristãos evangélicos têm interpretado a sua responsabilidade social em termos de apenas ajudar às vítimas de uma sociedade doente, nada fazendo para mudar as estruturas que provocam os acidentes. Exatamente como os médicos não se preocupam apenas com o tratamento dos pacientes, mas também com a medicina preventiva e a saúde pública, nós deveríamos nos preocupar com o que poderíamos chamar de "medicina social preventiva" e padrões mais elevados de higiene moral. Por menor que seja a nossa contribuição, não podemos optar pela dispensa da busca da criação de melhores estruturas sociais, que garantam a justiça na legislação e o cum¬primento das leis, a liberdade e a dignidade do indivíduo, os direitos civis para as minorias e a abolição da discriminação social e racial. Não devemos nem desprezar essas coisas nem fugir de nossa responsabilidade para com elas. Isso faz parte do propósito de Deus para o seu povo. Sempre que os cristãos são cidadãos conscientes, agem como sal numa comunidade. Como Sir Frederick Catherwood expôs em sua contribuição ao simpósio Is Revolution Change? (A Revolução Muda Alguma Coisa?): "Tentar melhorar a sociedade não é mundanismo, mas amor. Lavar as mãos diante da sociedade não é amor, mas mun¬danismo.(pag. 32)"
Abrahan Kuyper afirmou: “Não há um único centímetro quadrado em todos os domínios da existência humana sobre o qual Cristo, que é soberano sobre tudo, não clame: é meu!”. O teólogo brasileiro Franklin Ferreira falando sobre Abraham Kuyper afirma: “Precisamos de um evangelho integral, que tenha uma palavra de juízo e graça para todas as esferas da vida humana, manifestando o Reino de Deus em nosso mundo. Um homem que é um modelo como um evangélico envolvido na política é Abraham Kuyper, e, segundo D.M. Lloyd-Jones, a obra deste homem “se ergue como um grande monumento à única oposição verdadeira a toda a idéia que está por trás da Revolução Francesa.”

O que a Bíblia nos fala a respeito da cultura, Horton afirma:
1. A Bíblia diz que, quando a cultura contradiz a verdade revelada, ela deve ser combatida;
2. A Bíblia diz também que, quando um costume cultural grifa um princípio eterno, este costume cultural é recomendado;
3. A Bíblia diz, igualmente, que tudo foi criado por Deus, sendo essencialmente e originalmente bom, mas que o pecado contaminou a criação e que Deus dispensa sua graça aos homens para que eles realizam algo de bom neste mundo;
4. A Bíblia relata exemplos de pessoas que tinham muito conhecimento da cultura em que estavam inseridas e permaneceram fiéis a Deus, sendo muito importantes na História da Salvação (José do Egito, Daniel, Paulo e o próprio Cristo).

Conclusão de Horton:
- Um cristão pode se envolver com a cultura, porque a cultura pode ser uma fonte de verdade desde que ela não contradiga os dados bíblicos, à razão e se aplique à esfera a que aquela esfera cultural se proponha a abordar.
- Além disso, quando cristãos se isolam da cultura, eles acabam criando uma cultura de segunda classe e deixam de interagir com a cultura a fim de melhorá-la.
- Outro motivo por que o cristão deve se envolver com a cultura contemporânea deste modo crítico e sábio diz respeito a tarefa dos cristãos envolvidos com o ministério da Palavra: os obreiros podem conhecer melhor os erros ideológicos para combatê-los em suas próprias vidas e ministérios e na vida de suas ovelhas, e podem tirar conclusões éticas mais acertadas através de seu conhecimento bíblico e cultural.


A Cultura Seria Apenas um Mal Necessário?

A preocupação puritana com o afastamento do cristão do “mundanismo” tem inúmeras contribuições para aqueles que querem ser fiéis seguidores de Cristo. Mas como todo ideal, teve suas intenções sujeitas a interpretações particulares e a extremos prejudiciais. Entendeu-se, por muitos, que os cristãos precisavam justificar tudo em suas vidas pela utilidade espiritual ou evangelística segundo as concepções tradicionais sobre o que seria espiritual ou evangelístico. Surgiu a idéia de que o envolvimento dos cristãos com o mundo seria um mal necessário. Cito novamente Michael Horton:
“No máximo, a educação, atividades, vocações ou buscas seculares eram um mal necessário -- para se ganhar a vida, para ter com que dar o dízimo e dar para missões. Na pior das hipóteses, distraíam da vida cristã. Assim, os que queriam ser empresários procuravam empregos em organizações e agências cristãs. Se descobríssemos um pequeno Rembrandt num jovem artista da igreja, nós o colocávamos como responsável pelo quadro de avisos e (se ele fosse realmente bom) deixávamos que pintasse o batistério. Esperava-se dos nossos cientistas que promulgassem a causa do criacionismo -- mesmo que a cosmologia ou as ciências biológicas e antropológicas não fossem suas especialidades. Dos músicos esperava-se que entrassem (ou formassem) na banda de louvor ou fizesse uma turnê pelas igrejas do país -- o tamanho da igreja, claro, dependia do grau de talento do artista. Através dos anos, temos criado os nossos próprios guetos de artistas, super estrelas e apresentadores, com versões cristãs de tudo que há no mundo.
A Renascença, e de modo especial, os tempos da Reforma foram reações ao modo medieval de encarar a vida. Para a igreja medieval, filosofia, arte, música e ciência se confundiram tanto com a religião que não dava para distinguir uma da outra. Se alguém quisesse ser artista, mais uma vez procurava-se a igreja para um emprego, como a arte era ferramenta da pregação ou do ensino da vida e dos tempos de Jesus e seus apóstolos. E os sofrimentos de Copérnico e Galileu nos lembram do perigo de dizer mais do que a Bíblia diz sobre teorias científicas específicas. A Reforma libertou homens e mulheres cristãos para seguir com dignidade e respeito os seus chamados divinos no mundo, sem ter que justificar a utilidade desses chamados à igreja ou ao empreendimento missionário. A vocação era dom da criação. Até mesmo os não cristãos, como quem carrega a imagem de Deus, possuíam este chamado divino. Crente e incrédulo eram igualmente responsáveis por desenvolver seu trabalho com excelência -- um reconhecendo a Deus como autor e alvo dessa excelência, e o outro servindo a Deus com seus talentos apesar de sua recusa em reconhecê-lo como doador e alvo de tudo. Em contraposição à visão monástica do mundo, a Reforma promulgava uma teologia que abarca o mundo, um dos fatores principais no desenvolvimento da ciência, da Era Dourada da arte holandesa e da literatura inglesa e escocesa, a libertação da igreja da política, a difusão universal da leitura e da escola pública, e o grito por liberdades civis em contraposição ao fundo da tirania vigente. A Reforma teve suas imperfeições, mas os temas bíblicos por ela recuperados trouxeram de volta ao povo de Deus um senso de pertencer a este mundo durante o tempo que Deus nos deu, mas pertencer dentro de, e não como parte do mundo.
A pressão de justificar a arte, ciência e a diversão em termos do seu valor espiritual ou sua utilidade evangelística acaba prejudicando tanto o dom da criação quanto o dom do Evangelho, desvalorizando o primeiro e distorcendo, no processo, o segundo.
Por exemplo, música cristã é freqüentemente uma desculpa para artistas inferiores conseguirem vencer numa subcultura cristã que imita o brilho e glamour do entretenimento secular, inclusive suas próprias cerimônias de premiação e seu ambiente de super estrelato. Pode ser que essa não seja a intenção por parte de muitos artistas que querem contribuir ao cenário da música cristã contemporânea, mas a indústria acaba produzindo, na maioria, imitações nada criativas, repetitivas, superficiais da música popular. Essas pressões, porém, para se criar versões distintamente cristãs de tudo no mundo (ou seja, na criação), pressupõem que exista algo essencialmente errado com a criação -- e essa é uma pressuposição teológica que tem influência muito maior na formação das atitudes evangélicas em todas essas esferas do que geralmente se admite” (extraído da introdução do livro: O Cristão e a Cultura).

A Arte: Um Fruto do Pecado ou Uma Qualidade da Humanidade

Alguns questionamentos para nossa reflexão:
Se o homem não tivesse caído não teríamos poesia romântica (e Cantares?), belos quadros pintados, lindas músicas compostas, escultura, teatro, dança, a arte da ciência, a arte da escrita? Toda multiplicidade cultural só existe por causa do pecado ou está como tudo mais afetado pelo pecado? Se não tivéssemos pecado não teríamos rítmicos musicais diferentes, estilos diferentes? O samba brasileiro, os tambores africanos, o jazz e o blues americano, os clássicos europeus são méritos do pecado? Só o pecado pode alimentar a arte? Só o estado conflituoso do mundo poderia gerar a multiplicidade cultural? Não seria a capacidade criativa do homem uma competência dada por Deus, que como tudo mais foi afetada pelo pecado, mas sob o Espírito pode ser usado para a glória de Deus.
Eliminamos tudo o que o pecado afetou, ou os consagramos? Todas as competências da nossa humanidade foram comprometidas pelo pecado, mas não eliminadas por ele. Adão depois da queda não se transformou num “devoto” de Deus em ininterrupta “postura” de adoração e constante oferta de sacrifícios animais. Adão continuou exercendo sua competência de criar, arar o solo, plantar, colher, sorrir e amar. O pecado afetou nossa humanidade, mas não a eliminou.
A nossa humanidade não agride a Deus, o pecado nela sim. Há beleza em nossa essência mas não perfeição. Há valor em nossas habilidades apesar de não nos redimirem diante de Deus. O que seríamos se não tivéssemos pecado, o que faríamos? Será que nossa humanidade essencialmente ainda não carrega a imagem divina? A criatividade divina, sua habilidade artística, seu senso de beleza e de harmonia ainda estão parcialmente presentes no homem, afinal ainda somos homens.
O que Deus aprecia em nós? Deus gosta de nossa criatividade, de nossa manifestação artística? Deus não se sente glorificado quando um homem no auge de sua humanidade produz um tratado científico fruto da inteligência implantada por Ele próprio? Nascemos para o louvor da sua glória. Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos, quando, mesmo sem a liturgia de um culto religioso, são belos, harmoniosos e fiéis em sua função.


O Lugar da Arte na Vida Cristã

Francis Schaeffer em sua obra A Arte e a Bíblia, diz com propriedade:
“O senhorio de Cristo deve incluir o interesse pelas artes. Qual o lugar da arte na vida cristã? Será que a arte – especialmente as belas artes da pintura e da música – é simplesmente uma forma de fazer a mundanalidade entrar pela porta dos fundos? Sabemos que a poesia pode ser usada para louvar a Deus nos Salmos e talvez até em hinos modernos. Mas e a escultura e o teatro? Será que há espaço para essas formas de arte também na vida cristã? Não seria melhor o cristão fixar o olhar apenas nas “coisas religiosas” e esquecer a arte e a cultura? Como cristãos evangélicos, tendemos a dar pouca importância à arte. Consideramos os outros aspectos da vida humana mais importantes. Apesar de nosso discurso constante sobre o senhorio de Cristo, limitamos sua atuação a uma pequena área da realidade. Confundimos o conceito do senhorio de Cristo sobre a totalidade do ser humano e sobre todo o universo e não nos apropriamos das riquezas que a Bíblia oferece para nós mesmos, nossa vida e nossa cultura.
O senhorio de Cristo sobre a vida como um todo significa que não há áreas platônicas no cristianismo, nem dicotomia ou hierarquia entre corpo e alma. Deus fez tanto o corpo como a alma, e a redenção é para o homem todo. Os evangélicos têm sido criticados, com razão, por estarem sempre tão interessados em ver almas sendo salvas e indo para o céu, e não se importam muito com as pessoas de maneira integral. No entanto, a Bíblia deixa quatro coisas muito claras:
1. Deus fez o homem todo;
2. Em Cristo o homem todo é redimido;
3. Cristo é Senhor do homem todo agora e Senhor da vida cristã toda;
4. No futuro, quando Cristo retornar, o corpo será ressuscitado dentre os mortos e o homem todo terá uma redenção completa. ”
É a partir desse sistema que devemos compreender o lugar da arte na vida cristã.

O que é uma Atitude Cristã?

O cristão é fiel a Cristo não só quando declara sua fé em Cristo, mas também quando é coerente com sua fé em Cristo, o que talvez seja a melhor declaração cristã. Como alguém já afirmou que “o cristão é a Bíblia que o mundo lê”. Exemplo de atitudes cristãs não religiosas:
- Um médico cristão pode exercer com destreza, zelo e responsabilidade sua função médica, e ser fiel a Cristo;
- Um professor cristão de história pode exercer com fidelidade e honestidade o ensino do conteúdo passado aos alunos e ser fiel a Cristo;
- Um pintor que trabalha com paisagens e cenas reais do cotidiano pode expressar sua arte e ser fiel a Cristo;
- Um músico pode tocar belas harmonias e melodias e ser fiel a Cristo;
- Um compositor pode escrever belas letras e harmonias e ser fiel a Cristo;
- Um poeta pode escrever belas poesias sobre diversos temas da vida e ser fiel a Cristo;

Uma Perspectiva Cristã Sobre a Arte (Francis Schaeffer: A Arte e a Bíblia)

1. A arte tem valor em si mesma: “A arte não é algo que meramente analisamos o valor por causa do seu conteúdo intelectual. É algo para ser desfrutado. A arte tem valor porque a toda obra de arte representa um trabalho criativo e a criatividade tem valor porque Deus é criador. A criatividade tem valor porque Deus é criador”.
A natureza de uma obra de arte:
a. Poder ser tida como algo que simplesmente existe e não pode ser analisada;
b. Opera somente a materialização de uma mensagem sobre o mundo, o artista ou qualquer outra coisa;
c. O artista produz uma obra de arte, esta se soma ao conjunto de sua obra que demonstra sua Cosmovisão.

2. As formas de arte fortalecem a Cosmovisão: não importa qual seja a cosmovisão, se ela é verdadeira ou falsa, se apresentada em forma de arte será ampliada. Ex. podemos memorizar mais facilmente um texto se for musicado.

3. Uma obra de arte que não se utiliza de vocabulário simbólico e definições padrões perde uma dimensão da arte. Um poeta pode utilizar a linguagem com riqueza, como Shakespeare, mas sua obra será compreensível porque está dentro de convenções de linguagem. Fazer uma arte fora do vocabulário simbólico não é amoral ou anticristão, mas é limitada por sua abstração e inteligível.

4. O fato de algo ser uma obra de arte não o torna sagrado. Como cristãos precisamos entender que o simples fato de um artista retratar uma cosmovisão por escrito ou numa tela, não significa que devemos automaticamente aceitar sua cosmovisão. A verdade de uma cosmovisão apresentada por um artista deve ser julgada à parte de sua grandeza artística.

5. Quatro padrões de julgamento de uma obra de arte:
1. Excelência técnica: o artista que tiver alto nível de excelência técnica deve ser reconhecido, ainda que discordemos da cosmovisão dele;
2. Validade: um artista precisa ser honesto consigo mesmo e com sua cosmovisão. Se faz sua arte apenas por dinheiro ou por causa de um cliente então seu trabalho não tem validade;
3. Conteúdo intelectual, a cosmovisão que está sendo comunicada: no caso dos cristãos, a cosmovisão comunicada por meio da arte precisa ser vista sob a ótica das Escrituras. Uma vez que o trabalho de um artista reflete sua cosmovisão, um artista cristão será avaliado à luz da cosmovisão cristã. Alguns artistas podem não saber que estão conscientemente comunicando uma visão, porem as cosmovisões se manifestam. Seja como for, esteja o artista consciente ou não da cosmovisão, se ela estiver presente, deve ser submetida ao julgamento da Palavra de Deus.
Dois pontos importantes aqui: A Responsabilidade da Arte por seu Alcance
I – Mesmo quando algo falso ou imoral é expresso por meio de uma arte de alta qualidade, isso pode ser mais destrutivo e devastador do que se fosse comunicado por meio de uma arte de qualidade inferior ou de uma afirmação prosaica. Ex. Zen-budismo cuja mensagem é que o mundo não é nada e o ser humano não é nada sendo propagado através de belas poesias e melodias acaba tendo um forte efeito.
II – É possível que um escritor ou pintor não-cristão escreva ou pinte de acordo com uma cosmovisão crista ainda que ele mesmo não seja cristão.
4. A integração entre o conteúdo e o veículo: nas valorosas obras de arte há uma correlação entre o estilo e o conteúdo. Ex. poesia “A terra devastada” de Ts Eliot, poema composto por fragmentos de vários escritos adotando no veículo a forma fragmentada expressa no conteúdo.
6. A Arte pode ser usada para todo tipo de mensagem da pura fantasia a realidade. Porque algo tem a forma de uma obra de arte não quer dizer que não possa ser um fato real.

7. Existem estilos de arte em transformação: é perfeitamente legítimo que um cristão rejeite intelectualmente uma obra de arte específica por saber o que está sendo dito por ela. Porém é diferente rejeitar uma obra de arte simplesmente porque seu estilo é diferente daquele com o qual estamos acostumados. Os estilos artísticos mudam e não há nada de errado nisto.
Cada obra de arte em cada cultura deve buscar sua própria relação entre cosmovisão e estilo.

O Estilo da Arte Cristã
1. Deve ser a arte do século atual. A arte muda, a linguagem muda.
2. Deve ser uma arte que varia de país para país. Nada de forçar uma cultura.
3. O conjunto de obras de um artista cristão deve refletir a cosmovisão cristã.

8. Formas de Arte Moderna e a Mensagem Cristã:
a. Separando estilo de mensagem. Não existem estilos ruins. Qual seria o estilo cristão de música? (Sugestão de Leitura: Estilos de Louvor de Paul Basden).
b. O feedback do artista cristão. As pessoas tem compreendido o que o artista cristão está fazendo, sua mensagem, sua interpretação cristã do mundo, sua cosmovisão? Todo artista cristão deve estar consciente da “arma” que tem em suas mãos, a arte. Através dela ele pode evidenciar a visão cristã da vida, instigar a curiosidade dos não cristãos e inspirar muitos a buscarem o Deus Criador e a Salvação em Jesus. Todo artista cristão, como todo cristão em sua área profissional, precisa auto-analisar a sua arte, o seu trabalho, à luz desta missão.

9. A cosmovisão cristã: os extremos, ênfase no tema maior, produzem teologia da prosperidade e a ênfase no tema menor produz a teologia dualista (terra má, céu bom).
Tema menor: “O cristianismo e sua arte, podem encontrar o tema menor: o homem está perdido, e vive uma existência anormal”.
O cristianismo e sua arte devem reconhecer este tema, da derrota, da dor, da tragédia da vida, num momento aonde só se canta sobre vitórias e bênçãos... Este aspecto deve ser considerado seriamente pela arte.A apostasia de muitos jovens se dá exatamente por causa de “uma noção de cristianismo otimista e romancista”.
Tema maior: a arte deve veicular o otimismo da resposta a todo este caos. O resgate integral do homem, em toda a sua integralidade. “O artista e arte deve expressar o amor pelo mundo dando a resposta em uma cosmovisão cristã integral e madura”.

10. O cerne da arte cristã: “A arte cristã não tem que necessariamente ser sempre religiosa”.
“A criação de Deus – as montanhas, as árvores, os pássaros e seus cânticos, o homem a mulher e seu amor mútuo – representa um tema para arte não especificamente religiosa” Francis Schaeffer. Ele cita o livro de cantares como exemplo disto.
A Arte no Antigo Testamento nem sempre era “fotográfica”. Horton destaca que havia romãs azuis nas vestes do sacerdote quando ele adentrava o Santo dos Santos, embora na natureza não exista romãs azuis (Ex 28:33). Os cristãos não podem se sentir ameaçados pela fantasia e imaginação, as romãs são vermelhas na natureza.
“A arte cristã é a expressão da totalidade da vida da pessoa completa; é o homem total, totalmente considerado. O cristão tem de expressar em sua arte a totalidade da vida”. Para Schaeffer o porquê do cristianismo e os artistas cristãos estarem produzindo tão pouca arte é “porque temos esquecido muito do que o cristianismo afirma acerca da arte e da criação de Deus”.

11. Uma obra de arte individual e o conjunto de obras de um artista
Não podemos julgar a obra de um artista por apenas uma peça, mas olhando o conjunto de sua obra. Não tenha medo de escrever um poema de amor apenas por não conseguir colocar nele toda a mensagem cristã. Ainda, assim, se alguém é artista, seu objetivo deve ser produzir um conjunto amplo e profundo de obras durante sua vida.

Pontos Importantes levantados sobre a Arte por Schaeffer

1. “A arte faz parte da condição humana. A criatividade constitui um aspecto de distinção entre humano e não humano”. “A criatividade está intrínseca na nossa condição humana” Francis Schaeffer. Integrar a arte faz de nós seres humanos por completo.

2. Nem toda criação é uma arte de qualidade
Este ponto é interessante porque o que se tem feito não tem crivo nenhum já que pressupõe-se que é bom já que é feito por um cristão. A arte não é apadrinhada do cristianismo, como citou Kuyper.

3. A criatividade foi dada por Deus aos homens.
“O criador repartiu talentos e habilidades entre todos os seres humanos”.“A arte tem valor como criação porque o homem é feita a semelhança de Deus e assim pode... criar”.
Para Schaeffer a arte é uma coisa boa porque é Dom de um Deus criativo, inventivo. Como cristãos então precisamos parar de pensar que a única arte boa é a feita por “cristãos”. Prefiro escutar uma boa bossa nova, a escutar “Cachoeira de Poder” da Cassiane. Prefiro ler um bom poema de Carlos Drummond de Andrade a perder o meu tempo com a “Divina Revelação do Inferno” de Mary Baxter. Prefiro a beleza de uma competência humana exercida com maestria a mediocridade artística (e teológica) de muitos.
Deus deu dons aos homens, e a arte foi repartida indistintamente aos homens. Os homens mesmo não salvos, ainda têm valor e a historia da arte está aí dando testemunho disto!

Os limites da Cultura para o Cristão
Nenhuma cultura humana é desculpa para o pecado. Somos humanos, mas humanos consagrados, escravos de Cristo. Então quando uma música, poesia, dança, teatro, literatura e qualquer outra manifestação cultural afronta os limites dos princípios BIBLICOS do cristão, chegou o limite. Existe um limite. Hoje temos igrejas promovendo boates e este mercado “gospel” brasileiro tem levado muitos cristãos a relaxarem nos padrões morais da Palavra de Deus. Somos cristãos no todo, em todo tempo, lugar e circunstância.
Todo cristão precisa ser fiel a Cosmovisão Cristã do mundo em tudo o que faz. Não somos libertos da escravidão do pecado para a libertinagem de quem não tem norte, não tem leis, não tem padrões. Nosso Deus estabelece limites. Nosso Deus exige fidelidade. Todo cristão precisa glorificar a Deus em tudo o que faz. Todo cristão precisa ser fiel a Palavra de Deus. Quando uma música afronta os valores cristãos ensinados na Bíblia, quando uma dança em seu movimento corporal excita pensamentos e atitudes fora dos limites da Palavra de Deus, quando um livro seja de qualquer gênero sugere verdades e valores diferentes dos valores do reino o limite chegou.

Cuidado, Não Subestime a Vulnerabilidade do Seu Coração
Se o cristão, o artista cristão não estiver alicerçado na Palavra, ou seja, meditando nela individualmente, orando e se consagrando irá se perder. Muitos artistas tem caído moralmente porque sem vida com Deus não tem discernimento e resistência as tentações culturais. Não vou convidá-los a se isolarem da cultura do mundo, a se colocarem reclusos, assim não vão brilhar e assim vão desprezar a beleza da criação de Deus a beleza ainda presente na humanidade criada por Deus, e vão desprezar as próprias competências humanas dadas pelo Criador. Mas, reafirmo que quem ouve as Palavras de Cristo e não pratica constrói a sua vida sobre a areia, e vai desmoronar.
Um Exemplo desta nossa vulnerabilidade foi Salomão que em toda a sua sabedoria foi levado pela vontade de suas mulheres cananitas, a ponto de autorizar o sacrifício de próprios filhos no altar ao Deus Moloque (1 Reis 11:7-8).
Atentemos a exortação da Palavra: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” Jeremias 17:9. Precisamos de Artistas que leiam a Bíblia e oram, que tenham hábitos devocionais, senão serão engolidos pela cosmovisão anticristã deste mundo. Afinal, “destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” Salmo 11:3.



Referências Bibliográficas:

BASDEN, Paul. Estilos de Louvor. Mundo Cristão.
HORTON, Michael S. O Cristão e a Cultura. Cultura Cristã.
STOTT, John. Contra Cultura Cristã. A Mensagem do Sermão do Monte. ABU.
SCHAEFFER, Francis. A Arte e a Bíblia. Ultimato.


Tiago Leite

Cuidado com o culto de Domingo

Por acaso não é o sonho de todo pastor ver sua igreja cheia de jovens no culto de Domingo? Mas o título acima não é apenas uma frase de provocação, é um alerta sincero e muito sério. Jovem, se você não tomar cuidado os Domingos poderão comprometer a sua vida cristã.
Antes que você comece a entrar em parafuso com estas afirmações, reflita comigo sobre os maiores inimigos religiosos de Jesus e dos cristãos do primeiro século. Quem eles eram? Homens que não perdiam um Culto de Sábado, o dia de culto na época. Eles animariam qualquer um que dirigisse as sinagogas. O Culto de Domingo não pode ser apenas um hábito.

Quero que pense em três cuidados com o seu hábito de ir à igreja no Domingo.

1. Cuidado para não dividir os atos de sua vida em comportamento santo e profano;

Tudo o que for fazer tem que ser para a glória de Deus, leia Colossenses 3:17.

O Domingo pode se tornar um alívio de consciência, um ato nobre de sua parte de demonstrar que não se esqueceu “das coisas de Deus”. O Domingo pode se tornar a sua Quarta-Feira de cinzas. Você passa a semana inteira cultuando a carne, ou seja, os seus relacionamentos (namoro e amizades), seu linguajar, sua mente, são como o de todos os outros. Você entende que durante a semana é assim mesmo, você é um ser humano “normal”. Vê o que todo mundo vê, faz o que todo mundo faz, vai aonde todo mundo vai. Mas tem hora que é “espiritual”, ora antes das refeições e tem o culto de Domingo onde você é super espiritual.
“Ah, o Domingo é especial. Domingo eu subo a “Betel (Casa de Deus). No Domingo eu vejo o quanto sou especial, eu sou “apaixonado” por Deus. Domingo é o dia do encontro com o meu “amado” que deve ter ficado com saudade de mim, pois não o vejo desde o Domingo passado. Domingo é o dia dos meus pais sentirem orgulho de mim. Domingo é dia de cantar no louvor ou no coral, orar bonito e me emocionar no sermão do pastor. Domingo é dia de me entender como um bom crente, fiel, devoto, assíduo no Culto”.
Certa vez ouvi o Pr. Ricardo Barbosa afirmar que até lavar a louça deve ser espiritual. O teólogo Paul Stevens em seu livro “Os outros seis dias”, critica o fato de que só se entende que estamos servindo ao Senhor se trabalhamos na igreja no Domingo. Todo comportamento seu deve ser santo, separado, dedicado a glória de Deus. E glorificar a Deus não é levantar as mãos para os céus e gritar empolgado no louvor, ou se ajoelhar como a escultura de um anjo barroco. Glorificar a Deus é evidenciar o caráter dEle com sua vida. Você glorifica a Deus a cada dia, relacionamento, palavra, atitude e ação, demonstrando a beleza de Quem você serve. O Domingo é um dos dias do Senhor, porque os outros seis dias também são para Ele.

Portanto, cuidado com o Domingo, você pode estar se iludindo ao achar que só nele você será santo.

2. Cuidado para não ter uma religiosidade apenas externa.

O homem só vê o exterior, mas Deus vê o interior também. Leia 1 Samuel 16:6,7.

Ir a Igreja no Domingo pode gerar uma vida cristã hipócrita. É interessante que temos uma música hoje muito cantada “Eu não preciso ser reconhecido por ninguém, a minha glória é que te conheçam a Tí...” Uma música linda, inspirada na Bíblia. Mas tenho até medo de perguntar se haveria a mesma emoção, coreografia e animação na multidão emocionada se estivessem sozinhos em casa durante a semana. O que quero dizer é que nós não nos transformamos no Domingo em crentes que não somos durante a semana. Temos que ser os mesmos; Gostamos da palavra autenticidade, ela está em alta. No mundo, ela é representada por um estereótipo de despreocupação com a imagem. Jovens de cabelos espetados,
piercings, tatoos, e um jeitão descolado, que não tem vergonha de serem “autênticos”. Pois bem, precisamos ser cristãos autênticos. Ser crentes porque somos, independente do dia da semana. Jesus chama a atenção para aqueles que o honram com os lábios, mas não são verdadeiros. Aqueles que o honram com os ouvidos, dando-lhe atenção, mas não são verdadeiros. Mas ele enaltece aqueles que praticam a sua palavra. Estes constroem vidas sobre a rocha, leia Mateus 7:21-27. A ida ao Culto no Domingo pode atrapalhar você na confissão de pecados, no arrependimento, na busca de santidade. Porque a semana foi assim meio “mundana”, mas o Culto de Domingo foi tão bom e abençoado que você nem se lembra mais dos erros, não confessa, não se arrepende, não muda.

Portanto, cuidado com o Domingo porque ele pode estar te mascarando, escondendo quem você realmente é.

3. Cuidado para não ficar se comparando com pessoas não transformadas.

Temos que ser padrão, exemplo de comportamento, de fé, de amor para os crentes, repito, para os crentes. Leia. 1 Tm 4:12.

Você passa a semana com pessoas que ainda não nasceram espiritualmente, que são cegas. Elas são descrentes, elas não vão a igreja, elas não conhecem a Bíblia, nem os cânticos de adoração, nem a “unção” de poder. Mas você é diferente, você vai à igreja no Domingo, você não está perdido como elas. Pensando bem, olhando para a vida delas, você se sente um anjo, um conselheiro, uma pessoa de um nível maior. Afinal você é salvo, elas não... Fala sério, não é muito conveniente um caolho se achar superior aos demais cegos, “em terra de cego quem tem um olho é rei”. O hábito de ir a igreja no Domingo pode ser o olho do caolho! O apóstolo Paulo nos lembra, no texto acima citado, que temos que ser padrão para os fiéis. Isto mesmo, entenda que você precisa inspirar os próprios crentes com sua vida. O fato de ir ao culto de Domingo pode te fazer se sentir superior aos perdidos que não vão, pode te fazer pensar ser profundo, sendo superficial. Deixe a covardia de comparar-se com um descrente de lado, e entenda que o homem natural não compreende as coisas do espírito. Um amigo descrente seu não é o seu padrão, e sim um crente consagrado de sua igreja. Não se preocupe em surpreender os que nada sabem da Bíblia com poucos versículos decorados, mas àqueles que meditam na Lei do Senhor de dia e de noite, a estes surpreenda com o entendimento da Palavra.

Portanto, cuidado com o Culto de Domingo ele pode estar te nivelando por baixo, fazendo-o pensar está rico, sendo pobre, cego e nu.

Conclusão

Você pode se lembrar do texto bíblico que adverte: Não deixem de congregar como é costume de alguns (Hb 10:25). O que significa congregar? Dar uma passada na igreja no Domingo à noite para ver a galera? Congregar significa reunir-se com outros já reunidos, juntar-se, significa relacionamento, divisão de vidas. Significa que não podemos transformar o Domingo numa incursão espiritual, numa visita caridosa. Mas, congregar significa um encontro com um Deus que já conhecemos durante a semana e um encontro com um povo com quem já nos relacionamos.

Não desejo que evite o culto de Domingo, ele é uma benção. No Culto de Domingo Deus deve ser adorado, ouvido e obedecido. Você também deve desenvolver a comunhão, afinal ninguém é o corpo de Cristo sozinho e ninguém é pastor de si mesmo. Pessoalmente, foram raras às vezes em que não estive em um culto de Domingo em toda a minha vida. Mas, no início da minha juventude, em muitos Domingos o culto nada significou para mim, a não ser um hábito.


Tiago Leite

Vivendo as Aventuras de Deus

TEXTO: Mateus 25:25 “receoso, escondi na terra o teu talento...”.

Hoje, ao alcançarmos uma zona de conforto e instabilidade material, alcançamos uma fase de maturidade (não nos guiamos por impulso, planejamos, calculamos, trabalhamos, etc). Estabilidade secularmente = maturidade.
Exemplo de amigos de Ceres que não se tornaram e não fizeram nada;

MAS, na Palavra, zona de conforto espiritual é sinônimo de comodismo e falta de comunhão com Deus; Jesus conta esta parábola, num contexto escatológico, exortando seus discípulos a buscarem estar preparados para a sua volta! Jesus adverte sobre o perigo das riquezas porque elas acomodam o crente!

• Imaginem Abraão não saindo de Ur dos Caldeus;
• Imaginem Noé não construindo a Arca;
• Imaginem Moisés não indo ao Egito;
• Imaginem o Rei Davi não enfrentando Golias;
• Imaginem Pedro se aposentando como “pescador” e não morrendo como mártir;

MAS DEUS TINHA MUITO MAIS EMOÇÕES E DESAFIOS PARA SUAS VIDAS!

Ex. Paulo, quanto mais velho, mais riscos, assim Pedro, Moisés, Abraão e outros;

Dois Princípios Práticos Para Vivermos As Aventuras de Deus

I – Estamos Vivendo No Tempo Do Esforço; (2 servos multiplicaram os talentos)
Tempo de usar os talentos para multiplicar;
O Comércio é um tempo de correr riscos;
É Preciso Sair da Zona de Conforto, dar tudo, correr riscos, trabalhar;
Tempo de Desafios e de aventuras pela obra do Senhor.

• Tempo do Espinho na carne, de aventurar-se para ser crente neste mundo;
• Tempo de arrancar uma mão, de se livrar de um prazer prejudicial;
• Tempo de cruz, de renúncia, de abnegação;
• Tempo de combater o bom combate, percorrer a carreira, guardar a fé;

“Um navio no porto está seguro, mas não foi para isto que ele foi construído” Piper Shedd

II – Vivendo O Tempo Do Esforço, Estamos Vivendo Plenamente
A vida do Servo que enterrou seu talento, foi de ansiedade e medo;
A vida do Servo que não se esforçou foi uma vida chata;
A vida do Servo que enterrou seu talento foi:
Uma Vida Sem Propósito;
Uma Vida Sem Fruto;
Uma Vida Sem Graça;
Uma Vida Desperdiçada.

Moody: “Ainda está para ser visto o que Deus pode fazer com o homem que se entrega completamente a Ele”

“Entrega o Teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará” Salmo 37:5

DEUS TEM MUITO MAIS PARA CADA UM DE NÓS!
VIVA AS AVENTURAS DE DEUS PARA SUA VIDA!


Tiago Leite

Porque Sois Assim Tímidos?

Marcos 4:35-41

Perspectiva Psicológica:

Quem tem temor, receoso; acanhado,retraído, fraco (Dicionário).
Comportamento Evitativo, Fobia Social, Má estrutura Emocional.

“Timidez é o medo de encontrar pessoas e sentir-se desconfortável na presença delas. É o receio de ser avaliado pelos outros e ser rejeitado”. Dr Less Parrot
“Mais de 80% dos estudantes colegiais e universitários tem um elevado grau de timidez” – estatística levantado pelo Dr. Philip Zimbardo da Stanford University que estudou o assunto por mais de 20 anos.

Um Tímido não é necessariamente alguém que tem um jeito calado mas significa essencialmente a característica de alguém cheio de receios e retrações. Uma pessoa com focos de Timidez poderá deixar de utilizar todo o seu potencial e ter problemas de relacionamento.

Perspectiva Bíblica:

Velho Testamento:
A palavra tímido ocorre duas vezes no V.T. (Dt 20:8 e Jz 7:3). Sua raiz vem da palavra medo ou pavor. Está num contexto que implica em covardia, falta de desprendimento e imaturidade.

Novo Testamento:
A palavra tímido (deilós) aparece 3 vezes (Mt 8:26, Mc 4:40 e Ap 21:8). Vem da palavra deos, que quer dizer pavor. Em Mt e Mc está em um contexto de incredulidade, falta de confiança no poder de Deus e medo. Em Apocalipse está num contexto escatológico de perdição por não seguirem a vontade de Deus.
A palavra derivada deilia aparece em 2 Tm 1:7 “...Deus não nos tem dado espírito de covardia” e a palavra derivada deiliao em Jo 14:27 “...não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”.
Adão e Eva se esconderam de Deus logo após o pecado.
A quebra da comunhão com Deus foi o começo dos problemas emocionais, baixa auto-estima e timidez!

3 Razões Para Lutar Contra a Timidez

I – Consciência da Posição que Tenho em Deus

“Não te importa que pereçamos?” verso 38
A Timidez vem da insegurança pessoal e baixa auto-estima!
Salomão afirma: “porque como imagina em seu coração, assim ele é” Pv 23:7

Filhos de Deus e não mais escravos (Gálatas 4:4-7)
Jesus Salva os Discípulos da Tempestade!

Tenha Um Novo Senso de Importância!


II – Consciência da Capacitação que Tenho em Deus

Onde está a sua fé? verso 40
A Timidez vem da sensação de impotência!
Paulo afirma: “Tudo posso naquele que me fortalece” Fp 4:13

Deus me dá dons, talentos e realizações (1 Co 12:4-11)
Jesus queria que eles acreditassem no poder de Deus nEles!
Jesus diz: tende bom ânimo, coragem!

Tenha Um Novo Senso de Competência!


III – Consciência da Responsabilidade que Tenho em Deus

“Jesus despertando repreendeu o vento” verso 39
Quem é este? Os discípulos não haviam entendido seu papel no mundo.
Jesus dormia mas queria que os discípulos estivessem acordados.
Eles não perceberam o propósito de sua vidas!
A Timidez vem da sensação de futilidade!
Paulo afirma: “porque de Deus somos cooperadores... Edifício de Deus” 1 Co 3:9

Os apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo e com intrepidez anunciaram a palavra de Deus (a4:31; 9:27, 28). Da timidez ao Martírio!
Jesus queria que eles trocassem a timidez pela intrepidez!
Jesus diz: Onde está a sua fé!

Tenha Um Novo Senso de Responsabilidade!


Troque a Sua Timidez:
Medo, Insegurança, Covardia, Baixa Auto-Estima, Fobia social, Desanimo, Depressão, Tristeza,

Pela Intrepidez: Vida Abundante, Coragem, Ousadia, Alegria, Paz, Abençoador, Poder no Espírito Santo, Propósito de Vida , Vocacionado, Capacitado, Filho do Rei!

Tiago Leite

Como Ser Um Cristão Abençoador

Texto: Lucas 5:17-26


A linda história de um paralítico que é curado por Jesus porque três pessoas sensíveis o levaram, mesmo com dificuldade até o Mestre. A nossa religião pode nos tornar benção ou maldição na vida de nossos irmãos. Enquanto fariseus e escribas com sua religiosidade ficavam assentados julgando Jesus e amordaçando o povo, aqueles três homens sensíveis estavam trabalhando para a cura do paralítico.
Lembremo-nos da parábola do bom samaritano em que Jesus conta sobre o sacerdote e o levita que, mesmo com sua religiosidade, ignoraram o homem machucado, enquanto o samaritano foi bom, sensível a abençoou o seu irmão cuidando dele. Jesus conta esta parábola para confrontar o intérprete da Lei que dizia cumpri-la acerca do amar ao próximo. Jesus pergunta então: Quem era o seu próximo? Ou seja, quem realmente abençoou o homem assaltado? Lucas 10:25-37.
Sua vida com Deus te torna uma benção ou um problema para os outros. Ao contrário da frieza dos religiosos, aqueles três homens que ajudaram o paralítico demonstraram uma sensibilidade que Deus usou para abençoar as pessoas.
Como não cair no erro dos religiosos da época de Jesus e me tornar um abençoador como os amigos do paralítico. No que estes três homens nos ensinam sobre como nos tornarmos abençoadores. Vejamos as lições:



I – Preciso Ser Sensível às Pessoas; vs. 18

Eles eram amigos dos Paralíticos.
Gente que conhece gente. Conviviam com o povo.
Vivemos na época do condomínio fechado. Os homens se tornam ilhas, fechados com seus problemas e crises.
A igreja precisa conhecer as mazelas do mundo. O clamor do mundo!
Nossa igreja precisa ser cada vez mais relevante em nosso meio. Ela deve ser sempre uma família, mas nunca deve deixar suas portas fechadas. Não falo da porta do templo que não fica sempre aberta, mas falo sobre a porta do nosso coração para as pessoas. Deus compõe uma família aberta a novas adoções, uma família que cresce. O que forma essa organização é o organismo formado por gente. Se a gente que compõe esta igreja não gostar de gente, não se importar com gente, seremos uma igreja ensimesmada, fechada e não abençoadora.
Jesus ora: Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou. João 17:15 e 16.
Somos cidadãos de dois reinos ao mesmo tempo. Não vivemos isolados do mundo. Nossa mente e perspectivas devem se concentrar em outro mundo, mas não devemos deixar de nos importar com este mundo. Esse foi o erro do monasticismo na idade média, onde muitos se esconderam no alto de montes.
Os cristãos devem ser o sal da Terra. Isso quer dizer, como certa autora descreve, que eles “não devem somente pensar no Céu; eles têm uma tarefa a cumprir na Terra também”.


Você é amigo dos paralíticos? É gente que conhece gente?
Você tem sido benção na vida de quem?
Ore para que o Senhor te torne sensível às pessoas ao seu redor. Peça que Deus te faça sensível a principal necessidade delas: conhecer o Caminho.



II – Preciso Ser Sensível a Jesus; vs. 18

Eles eram gente que conhecia a Jesus. “vendo-lhes a fé” vs. 20
- Eles acreditavam em Jesus;

Aqueles homens não se esforçavam em vão, eles acreditavam realmente que Jesus poderia curar o paralítico. Não bastava perceberem a carência do paralítico, eles precisavam crer no poder de Jesus Cristo.
Cristãos sensíveis às pessoas, mas insensíveis a Cristo, não se tornam agentes de salvação, mas somente filantropos, ativistas ou assistentes sociais..
Jesus é o único que pode salvar a vida de alguém, precisamos entender isto, crer nisto para ajudarmos significativamente alguém. A primeira atitude de Jesus era perdoar os pecados do paralítico, ou seja, resolver o principal problema dele. Só Jesus poderia fazer por aquele paralítico o que fez.
Jesus pergunta: “o que é mais fácil, dizer: Estão perdoados os seus pecados ou Levanta-te e anda?” (vs. 23). Jesus está dizendo com isto que era muito mais difícil pronunciar a palavra de perdão do que a palavra de cura. Ele estava fazendo por aquele paralítico mais do que qualquer médico poderia fazer.

Você conhece a Jesus de perto? O experimenta em sua vida? Tem comunhão com Ele? Ore para que o Senhor aumente a sua fé nEle.



III – Preciso Ser Sensível ao Meu Papel; vs. 18

Eles eram gente que se percebe como Ponte.

- Eles o levaram até Jesus; sem palavras ou súplicas, mas confiavam no amor que Jesus demonstraria por aquele paralítico.
- Amor que gerou uma ação persistente;
- Eles perceberam que as limitações do paralítico o impediam de ir até Cristo, então se viram como capazes de levá-lo até Cristo.
As pessoas ao nosso redor precisam de nossa ajuda para chegarem até Cristo. Precisam de nosso testemunho na vida, com palavras e com atitudes.



Unidos pelo propósito de ajudar o paralítico levando-o a Cristo:
- Eles são parceiros e companheiros de trabalho;
- Unidade: força juntos;
- Propósito: mesma direção;
- Persistência: insistiram;
- Amor: para com o paralítico


Você é gente que percebe-se como Ponte até Cristo.
Você percebe qual é o seu papel na obra do Senhor?
Ore para que o Senhor te ajude a cumprir a missão de reconciliar o homem com Deus.


Conclusão:


Precisamos ajudar as pessoas.
Precisamos ser sociáveis e sensíveis ao outro;
Precisamos ser crentes e sensíveis ao nosso Deus;
Precisamos ser responsáveis e executarmos nosso papel.
O mundo está cheio de aleijados em todos os sentidos. Somente Jesus pode curá-los.
Coloque sua vida nas mãos de Deus, leve pessoas até Jesus e você ficará atônito com os prodígios que Deus vai fazer.
“E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos prodígios.” Lucas 5:26



Tiago Leite