“Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo”. Mt 10:22
Em todo o capítulo de Mateus 10 há uma descrição: do que somos, de quem somos, o que temos que ser e fazer, o que nos espera no caminho e o que nos espera no final do caminho.
Mas destaco o verso 22 que me traz dois princíos importantes e uma promessa maravilhosa reforçados em todo o capítulo:
1. Princípio: todo aquele que for fiel a Jesus será perseguido, portanto, não devemos nos desanimar, nos assustar ou parar no meio do caminho, continuemos;
2. Princípio: todo aquele que for fiel a Jesus será perseguido por causa do nome de Jesus, e não por causa de outras razões. Assim, nossos pecados, erros e desvios de conduta como igreja ou como crentes que provocarem o ódio das pessoas, não podem ser justificados pelo nome de Jesus, mas devem ser tratados e corrigidos.
3. Uma promessa maravilhosa: Todo aquele que for fiel a Jesus até o fim, será eternamente recompensado.
Glória a Deus, misericórdia, santidade e perseverança a todos nós!
Tiago Leite
"Ó profundidade (ō bathos) da riqueza, da sabedoria e do conhecimento de Deus!" Romanos 11:33.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Campanha de Evangelização ou de Conscientização
Jesus deixou a ordem: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações..." (Mt 28:19 NVI). Como igreja, temos um propósito muito claro de levar as boas novas a todos que pudermos e não temos grandes problemas em entendermos esta missão. Mas, a forma como fazemos isto tem provocado confusões e gerado desanimo em muitos crentes que se veem incapazes de participar desta tarefa. Apresentar o evangelho as pessoas não é um dom, mas uma tarefa de todos nós. Mas, a forma como se apresenta este evangelho se difere conforme o propósito de Deus e as capacidades que ele dá a cada um.
Analisemos o princípio bíblico de dons: 1º. Romanos 12:3-8: O serviço que Deus vai cobrar de você tem haver com seu dom; 2º. 1 Coríntios 12:28-31: os cristãos não tem todos os dons; 3º. 1 Timóteo 4.14: o cristão não pode negligenciar o seu dom; 4º. 1 Pedro 4.10: o cristão deve servir a Deus conforme o dom que recebeu; 5º. Efésios 4.11: existe o dom de evangelista que alguns cristãos têm.
Assim, existem pessoas especialmente dotadas com o dom de evangelismo. Pessoas assim tem uma capacidade dada pelo Espírito de alcançar e impactar muitas vidas. Homens como o apóstolo Paulo e Filipe ficaram registrados na Bíblia como grandes evangelistas no começo da igreja, e homens como John Wesley, George Whitefield, Moody, Billy Graham e outros ficaram registrados na história recente da igreja, também, como grandes evangelistas. Mas, nem todos são assim, e não precisam ser. Cada cristão é um instrumento diário de evangelização através de seus relacionamentos. Analisando a história da igreja numa perspectiva geral, percebemos que a maioria das pessoas que abraçaram a fé não foram alcançadas por um grande evangelista, ou por um grande evento evangelístico, mas por gente próxima.
Leiamos a descrição da igreja em Atos 2:42-47. Neste texto, fica claro que a saúde da igreja, sua comunhão, amor, zelo doutrinário e testemunho atraiam a simpatia de todo o povo e criavam um ambiente no qual Deus tinha prazer em acrescentar os que iam sendo salvos. O mundo foi alcançado por uma rede natural de contato dos cristãos com os incrédulos. Com a perseguição da igreja em Jerusalém e as viagens missionárias, cristãos se espalharam pelo mundo e suas vidas, testemunhos e relacionamentos foram produzindo a evangelização mundial.
Assim, queridos irmãos, venho através deste artigo, nos desafiar a uma Campanha Nacional de Conscientização e não de Evangelização. Não faremos uma apostila de evangelismo, porque nós somos esta apostila. Em Cristo, já temos o suficiente para evangelizarmos, uma vida de cristão para mostrarmos. Não proporemos que os eventos evangelísticos nacionais promoverão as “oportunidades” de evangelizar, porque nossas vidas diárias e nossos relacionamentos são nossos constantes e principais eventos evangelizadores. Não lutaremos para que sejamos pregadores de vida em alguma campanha ou evento, mas para que sejamos vidas pregadoras. Trabalharemos para que, todos, tenhamos a consciência de que os principais fatores que contribuem para o crescimento e edificação da igreja e para a evangelização do mundo são os próprios crentes. Afinal, a maneira mais eficiente de se alcançar alguém para Cristo é um cristão se relacionando com ele.
Tiago
Analisemos o princípio bíblico de dons: 1º. Romanos 12:3-8: O serviço que Deus vai cobrar de você tem haver com seu dom; 2º. 1 Coríntios 12:28-31: os cristãos não tem todos os dons; 3º. 1 Timóteo 4.14: o cristão não pode negligenciar o seu dom; 4º. 1 Pedro 4.10: o cristão deve servir a Deus conforme o dom que recebeu; 5º. Efésios 4.11: existe o dom de evangelista que alguns cristãos têm.
Assim, existem pessoas especialmente dotadas com o dom de evangelismo. Pessoas assim tem uma capacidade dada pelo Espírito de alcançar e impactar muitas vidas. Homens como o apóstolo Paulo e Filipe ficaram registrados na Bíblia como grandes evangelistas no começo da igreja, e homens como John Wesley, George Whitefield, Moody, Billy Graham e outros ficaram registrados na história recente da igreja, também, como grandes evangelistas. Mas, nem todos são assim, e não precisam ser. Cada cristão é um instrumento diário de evangelização através de seus relacionamentos. Analisando a história da igreja numa perspectiva geral, percebemos que a maioria das pessoas que abraçaram a fé não foram alcançadas por um grande evangelista, ou por um grande evento evangelístico, mas por gente próxima.
Leiamos a descrição da igreja em Atos 2:42-47. Neste texto, fica claro que a saúde da igreja, sua comunhão, amor, zelo doutrinário e testemunho atraiam a simpatia de todo o povo e criavam um ambiente no qual Deus tinha prazer em acrescentar os que iam sendo salvos. O mundo foi alcançado por uma rede natural de contato dos cristãos com os incrédulos. Com a perseguição da igreja em Jerusalém e as viagens missionárias, cristãos se espalharam pelo mundo e suas vidas, testemunhos e relacionamentos foram produzindo a evangelização mundial.
Assim, queridos irmãos, venho através deste artigo, nos desafiar a uma Campanha Nacional de Conscientização e não de Evangelização. Não faremos uma apostila de evangelismo, porque nós somos esta apostila. Em Cristo, já temos o suficiente para evangelizarmos, uma vida de cristão para mostrarmos. Não proporemos que os eventos evangelísticos nacionais promoverão as “oportunidades” de evangelizar, porque nossas vidas diárias e nossos relacionamentos são nossos constantes e principais eventos evangelizadores. Não lutaremos para que sejamos pregadores de vida em alguma campanha ou evento, mas para que sejamos vidas pregadoras. Trabalharemos para que, todos, tenhamos a consciência de que os principais fatores que contribuem para o crescimento e edificação da igreja e para a evangelização do mundo são os próprios crentes. Afinal, a maneira mais eficiente de se alcançar alguém para Cristo é um cristão se relacionando com ele.
Tiago
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Trabalhemos, Ainda é Dia
“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” João 9:4.
Meus irmãos, ainda é dia, na terra, ou seja, ainda podemos semear a palavra de Deus, ainda podemos alcançar vidas, ainda podemos servir ao Senhor com certa tranquilidade ao nosso redor, mas a noite vem chegando quando não poderemos mais trabalhar.
Para algumas regiões da terra, a noite já tem coberto os céus, nestes lugares cristãos morrem por compartilharem o evangelho. Mas, nós temos ainda uma preciosa oportunidade de testemunhar o amor de Deus.
E a melhor forma de evangelizar é com sua própria vida, testemunhando em seus relacionamentos a maneira diferente de viver que você leva. “Não adianta nada ir a algum lugar para pregar se a nossa vida não for a pregação” cito Francisco de Assis.
Ainda é dia, sejamos vidas pregadoras e não pregadores em vida. Não perca tempo fazendo nada que não seja o que Deus quer.
Tiago Leite
Meus irmãos, ainda é dia, na terra, ou seja, ainda podemos semear a palavra de Deus, ainda podemos alcançar vidas, ainda podemos servir ao Senhor com certa tranquilidade ao nosso redor, mas a noite vem chegando quando não poderemos mais trabalhar.
Para algumas regiões da terra, a noite já tem coberto os céus, nestes lugares cristãos morrem por compartilharem o evangelho. Mas, nós temos ainda uma preciosa oportunidade de testemunhar o amor de Deus.
E a melhor forma de evangelizar é com sua própria vida, testemunhando em seus relacionamentos a maneira diferente de viver que você leva. “Não adianta nada ir a algum lugar para pregar se a nossa vida não for a pregação” cito Francisco de Assis.
Ainda é dia, sejamos vidas pregadoras e não pregadores em vida. Não perca tempo fazendo nada que não seja o que Deus quer.
Tiago Leite
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Morrendo de Sede Junto à Fonte
Você já se encontrou em uma situação onde percebeu que não estava usufruindo de algo importante a que tinha direito, simplesmente porque estava desinformado ou desinteressado? Ouvi a história de um homem náufrago que morreu de sede depois de passar um tempo tentando se salvar em um bote. O curioso e infeliz detalhe desta história é que ele foi encontrado morto com seu bote não mais no mar, mas já nas águas doces do rio Amazonas.
Você pode estar morrendo de sede junto à fonte. Podemos experimentar uma vida de sequidão espiritual, tendo a nossa disposição uma fonte abundante de vida espiritual, por não estarmos integrados e envolvidos com Cristo e seu corpo, a Igreja. Cada vez mais temos os cristãos sem igreja. Querem Cristo, mas não o seu corpo (a igreja), o que é impossível. Ninguém é pastor de si mesmo e ninguém serve a Deus sozinho.Jesus disse que fora dEle, que é a videira, um ramo não pode crescer (Jo 15). O apóstolo Paulo nos lembra que a Igreja é o corpo de Cristo (1 Co 12). Envolvidos no corpo, como parte dele, estamos ligados à cabeça deste corpo que é Cristo.
Na Igreja encontramos o ambiente favorável para nossa edificação. Nela recebemos a instrução, a direção e o estímulo a nossa vida espiritual. Na igreja recebemos a palavra de Deus de forma bem clara e aplicada a nossa vida diária. Nela somos conduzidos a adoração, ao estudo das Escrituras, ao desenvolvimento dos dons e dos frutos do Espírito em nós. Muitos podem dizer que se decepcionaram com as igrejas em que passaram, e é certo que existem muitas igrejas falidas espiritualmente por aí. Mas o crente que vive sem igreja está assim muito mais por falta de humildade do que por falta de igrejas saudáveis.
Então, fora do corpo ou pouco envolvido com ele, você pode murchar e esfriar. Freqüente a EBD, vá aos cultos, estudos e reuniões de oração. Faça um discipulado e vá a um grupo de oração. Envolva-se com o corpo de Cristo e sua vida espiritual vai ser reempulsionada!
Tiago Leite
Você pode estar morrendo de sede junto à fonte. Podemos experimentar uma vida de sequidão espiritual, tendo a nossa disposição uma fonte abundante de vida espiritual, por não estarmos integrados e envolvidos com Cristo e seu corpo, a Igreja. Cada vez mais temos os cristãos sem igreja. Querem Cristo, mas não o seu corpo (a igreja), o que é impossível. Ninguém é pastor de si mesmo e ninguém serve a Deus sozinho.Jesus disse que fora dEle, que é a videira, um ramo não pode crescer (Jo 15). O apóstolo Paulo nos lembra que a Igreja é o corpo de Cristo (1 Co 12). Envolvidos no corpo, como parte dele, estamos ligados à cabeça deste corpo que é Cristo.
Na Igreja encontramos o ambiente favorável para nossa edificação. Nela recebemos a instrução, a direção e o estímulo a nossa vida espiritual. Na igreja recebemos a palavra de Deus de forma bem clara e aplicada a nossa vida diária. Nela somos conduzidos a adoração, ao estudo das Escrituras, ao desenvolvimento dos dons e dos frutos do Espírito em nós. Muitos podem dizer que se decepcionaram com as igrejas em que passaram, e é certo que existem muitas igrejas falidas espiritualmente por aí. Mas o crente que vive sem igreja está assim muito mais por falta de humildade do que por falta de igrejas saudáveis.
Então, fora do corpo ou pouco envolvido com ele, você pode murchar e esfriar. Freqüente a EBD, vá aos cultos, estudos e reuniões de oração. Faça um discipulado e vá a um grupo de oração. Envolva-se com o corpo de Cristo e sua vida espiritual vai ser reempulsionada!
Tiago Leite
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A Maior Descoberta da Vida
Em Mateus 13 Jesus conta a parábola do Tesouro Escondido. Diz Jesus que certo homem encontrou um tesouro que estava escondido num campo. Tal fato não era algo anormal e fora da realidade. Era uma coisa comum tanto na época do AT (Pv. 2.4; Jr.41.8) quanto do NT esconder tesouros debaixo da terra por causa das guerras e revoluções tão frequentes na época. Era mais seguro guardar um tesouro escondido no campo do que deixá-lo em casa, pois este, estando em casa, poderia ser roubado por ladrões ou levado pelos invasores como despojo. Acontecia, porém que, na maioria das vezes, o proprietário do tesouro morria sem revelar a ninguém onde tinha escondido o tesouro. Assim, o tesouro escondido no campo poderia ou não ser encontrado por alguém.
Jesus não está ensinando que o crente deve comprar a sua salvação assim como o homem comprou o tesouro, ela é de graça. Jesus também não está ensinando que o crente deve fazer um voto de pobreza ao vender tudo quanto tem para se tornar participante do reino de Deus, Deus pode abençoar materialmente.
Jesus ensina então o que?
Ele ensina que o reino dos céus, com tudo o que ele é e possui, é um tesouro muito valioso. Tão valioso que o crente que o encontra reconhece seu imenso valor e, motivado por grande alegria, dispõe-se de todo o coração a entregar tudo quanto possa interferir na obtenção desse reino tão valioso. Em outras palavras, aqueles que percebem o imenso valor do reino de Deus que foi revelado em Cristo sacrificarão qualquer coisa para desfrutar das riquezas desse reino.
Num mundo onde tudo é medido numa escala de valor e todos são considerados dentro de suas classes e valorizados ou não por estas classificações, Jesus apresenta o seu reino como o maior valor, o maior tesouro. Encontrá-lo é fazer parte daqueles que acharam o que mais tem valor neste mundo. Fazer parte do reino de Deus é o maior privilégio do ser humano. É um tesouro, é possuir o bem com maior valor neste mundo.
Jesus já havia falado em Mateus 6:33 que buscar o reino dos céus e a sua justiça deve ser prioridade na vida do discípulo e mesmo as necessidades básicas devem ser colocadas em segundo plano.
Buscar o reino de Deus é submeter-se ao seu Rei, àquele que foi coroado pelo Pai, como Senhor de todas as coisas. Jesus é o centro do reino (Cl. 1:15-20).
Encontrar Jesus é o alvo principal de nossa existência. Tudo fica relativo diante da verdade. E o que esta pequena parábola nos ensina sobre o reino de Deus?
I – O Reino de Deus não é Totalmente Visível “tesouro oculto”
Ele será bem visível.
Um dia o mundo vai ser surpreendido com um barulho tremendo, uma luz ofuscante e uma cena que vai chocar toda a terra. Todos os homens e mulheres que puderem olhar para cima vão ver algo que nunca foi visto nos céus. Talvez muitos se assustarão pensando ser um meteoro, outros se desesperarão pensando ser o fim do mundo. Todo olho verá um homem brilhante rodeado de seres com asas, anjos que quase todos pensavam que não passavam de contos de fadas. Este homem vai descer e sua voz ecoará em toda terra dizendo: Eu sou o Leão da Tribo de Judá, eu sou Jesus. Chegou a minha hora. Jesus virá e reinará neste mundo, a sede do seu reino será em Jerusalém e ele nomeará os que haviam crido nele como príncipes e princesas nesta terra. E ele reinará e comandará todas as nações e a terra viverá os melhores dias de sua existência, mil anos de paz. O Reino de Deus será visível!!
Apocalipse 20:4-6 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.
Ele ainda não é muito visível.
Mas este tempo espetacular do reino ainda não chegou, este maravilho fenômeno ainda não aconteceu e Jesus explica que até lá o seu reino não seria percebido por todos, aliás, por quase ninguém. Muitos podem não entender o que você está fazendo ao buscá-lo tanto, ao considerar tudo o mais menos importante!O reino de Deus não está associado aos valores do nosso mundo. Ele não está nas propagandas, nos noticiários, na bolsa de valores, no dia-a-dia de nosso mundo. É um reino invisível, mas que pode ser visto pela fé (Hb. 11:27).
Quem encontra Jesus vê a imagem daquele que é invisível (Cl. 1:15). É oculto para a maioria dos homens, mas Deus no-lo revela (1 Co. 2:9-16 ler).
O Espírito Santo desperta o espírito do homem para enxergar o reino invisível de Deus e aquele que está assentado no trono. Talvez seja por isso que Paulo ore para que Deus abra os olhos dos crentes para uma dimensão espiritual do reino de Deus (Cl. 1:17-19).
O reino de Deus é visto com os olhos do coração. Ele é visto por fé. É um tesouro oculto, invisível. É um mistério a nós revelado (Cl. 1:26).
Você precisa entender que Jesus foi a melhor coisa que aconteceu na sua vida! Agarre-se a ele! Seja um súdito de seu reino! Garanta o seu Tesouro!
II – O Reino de Deus Pode Ser Encontrado “tendo-o achado”
O reino era oculto, mas foi “achado”. Talvez na primeira parábola, involuntariamente, enquanto se caminhava pelo campo. Na segunda, o comerciante já procurava há algum tempo a pedra preciosa.
A história da nossa salvação é a prova de que Deus se deixa achar. Já no Antigo Testamento, o povo de Israel teve o privilégio de encontrá-lo. Ele podia ser achado (Is. 55:6). Quando Ele era buscado de todo coração, se deixava encontrar (Jr. 29:13,14).
Às vezes não o achamos, mas somos achados pelo Senhor Jesus.
Os evangelhos nos mostram o Senhor Jesus buscando as pessoas, surpreendendo-as com sua presença. Zaquel achava que estava procurando Jesus, mas era Jesus quem procurava por ele (Lc. 19:5).
Você já o encontrou? Sua escala de valores já mudou? Você já contempla o invisível? Zaqueu mudou a sua vida quando foi encontrado por Jesus! Procure-o! Busque a Jesus agora! Contemple-o. Feche os seus olhos e tenha agora uma conversa com Ele!
III – O Reino de Deus deve ser priorizado “vendeu tudo”
Por este reino se podia vender tudo, pois o seu valor é infinitamente maior do que todos os nossos tesouros.
Para seguir Jesus, podemos abrir mão do que mais amamos que seremos recompensados (Mt. 19:29 “ e todo aquele que tiver deixado csa, irmão, irmã, api, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará vida eterna”). Quando damos algo a Deus, Ele nos devolve mais ainda (Lc. 6:38 “dai e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida e transbordante, generosamente vos darão; pq com a medida que vos tiverdes medido vos medirão também”). Por Ele tudo pode ser perdido, mas o reino suprirá toda a nossa necessidade.
Paulo fala de suas perdas, mas também do que recebera de Cristo (Fl. 3:7,8 “Mas o que para mim era lucro considerei perda por causa de Cristo” Sim deveras considero tudo com perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo”). Ele não fica devendo nada a ninguém. Se nos achegamos a Ele, Ele se chegará a nós (Tg. 4:8).
A eternidade nos mostrará que os tesouros de Cristo são incomparavelmente melhores que os da terra. Estes são eternos (Mt. 6:19-21” não acumuleis...”) e fazem o coração transbordar de alegria (v. 44 “E, transbordante de alegria”).
Ás vezes tomamos por infelizes os que abrem mão de profissão, de recursos do mundo para se consagrarem à obra de Deus, mas eles terão a recompensa de acordo com a dedicação de cada um.
Você tem entendido o valor que tem ser filho de Deus e seu servo nesta terra? Você tem priorizado a sua vontade? Ou tem dado um tiro no pé ao seguir seus próprios caminhos?
É hora de consagração! É hora de seguir pelo campo, vender tudo o que tem, e perceber abaixo da superfície um tesouro maravilhoso e invisível. É hora de agarrar-se a Jesus e não deixa-lo mais.
Tiago Leite
Jesus não está ensinando que o crente deve comprar a sua salvação assim como o homem comprou o tesouro, ela é de graça. Jesus também não está ensinando que o crente deve fazer um voto de pobreza ao vender tudo quanto tem para se tornar participante do reino de Deus, Deus pode abençoar materialmente.
Jesus ensina então o que?
Ele ensina que o reino dos céus, com tudo o que ele é e possui, é um tesouro muito valioso. Tão valioso que o crente que o encontra reconhece seu imenso valor e, motivado por grande alegria, dispõe-se de todo o coração a entregar tudo quanto possa interferir na obtenção desse reino tão valioso. Em outras palavras, aqueles que percebem o imenso valor do reino de Deus que foi revelado em Cristo sacrificarão qualquer coisa para desfrutar das riquezas desse reino.
Num mundo onde tudo é medido numa escala de valor e todos são considerados dentro de suas classes e valorizados ou não por estas classificações, Jesus apresenta o seu reino como o maior valor, o maior tesouro. Encontrá-lo é fazer parte daqueles que acharam o que mais tem valor neste mundo. Fazer parte do reino de Deus é o maior privilégio do ser humano. É um tesouro, é possuir o bem com maior valor neste mundo.
Jesus já havia falado em Mateus 6:33 que buscar o reino dos céus e a sua justiça deve ser prioridade na vida do discípulo e mesmo as necessidades básicas devem ser colocadas em segundo plano.
Buscar o reino de Deus é submeter-se ao seu Rei, àquele que foi coroado pelo Pai, como Senhor de todas as coisas. Jesus é o centro do reino (Cl. 1:15-20).
Encontrar Jesus é o alvo principal de nossa existência. Tudo fica relativo diante da verdade. E o que esta pequena parábola nos ensina sobre o reino de Deus?
I – O Reino de Deus não é Totalmente Visível “tesouro oculto”
Ele será bem visível.
Um dia o mundo vai ser surpreendido com um barulho tremendo, uma luz ofuscante e uma cena que vai chocar toda a terra. Todos os homens e mulheres que puderem olhar para cima vão ver algo que nunca foi visto nos céus. Talvez muitos se assustarão pensando ser um meteoro, outros se desesperarão pensando ser o fim do mundo. Todo olho verá um homem brilhante rodeado de seres com asas, anjos que quase todos pensavam que não passavam de contos de fadas. Este homem vai descer e sua voz ecoará em toda terra dizendo: Eu sou o Leão da Tribo de Judá, eu sou Jesus. Chegou a minha hora. Jesus virá e reinará neste mundo, a sede do seu reino será em Jerusalém e ele nomeará os que haviam crido nele como príncipes e princesas nesta terra. E ele reinará e comandará todas as nações e a terra viverá os melhores dias de sua existência, mil anos de paz. O Reino de Deus será visível!!
Apocalipse 20:4-6 Vi também tronos, e nestes sentaram-se aqueles aos quais foi dada autoridade de julgar. Vi ainda as almas dos decapitados por causa do testemunho de Jesus, bem como por causa da palavra de Deus, tantos quantos não adoraram a besta, nem tampouco a sua imagem, e não receberam a marca na fronte e na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Os restantes dos mortos não reviveram até que se completassem os mil anos. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.
Ele ainda não é muito visível.
Mas este tempo espetacular do reino ainda não chegou, este maravilho fenômeno ainda não aconteceu e Jesus explica que até lá o seu reino não seria percebido por todos, aliás, por quase ninguém. Muitos podem não entender o que você está fazendo ao buscá-lo tanto, ao considerar tudo o mais menos importante!O reino de Deus não está associado aos valores do nosso mundo. Ele não está nas propagandas, nos noticiários, na bolsa de valores, no dia-a-dia de nosso mundo. É um reino invisível, mas que pode ser visto pela fé (Hb. 11:27).
Quem encontra Jesus vê a imagem daquele que é invisível (Cl. 1:15). É oculto para a maioria dos homens, mas Deus no-lo revela (1 Co. 2:9-16 ler).
O Espírito Santo desperta o espírito do homem para enxergar o reino invisível de Deus e aquele que está assentado no trono. Talvez seja por isso que Paulo ore para que Deus abra os olhos dos crentes para uma dimensão espiritual do reino de Deus (Cl. 1:17-19).
O reino de Deus é visto com os olhos do coração. Ele é visto por fé. É um tesouro oculto, invisível. É um mistério a nós revelado (Cl. 1:26).
Você precisa entender que Jesus foi a melhor coisa que aconteceu na sua vida! Agarre-se a ele! Seja um súdito de seu reino! Garanta o seu Tesouro!
II – O Reino de Deus Pode Ser Encontrado “tendo-o achado”
O reino era oculto, mas foi “achado”. Talvez na primeira parábola, involuntariamente, enquanto se caminhava pelo campo. Na segunda, o comerciante já procurava há algum tempo a pedra preciosa.
A história da nossa salvação é a prova de que Deus se deixa achar. Já no Antigo Testamento, o povo de Israel teve o privilégio de encontrá-lo. Ele podia ser achado (Is. 55:6). Quando Ele era buscado de todo coração, se deixava encontrar (Jr. 29:13,14).
Às vezes não o achamos, mas somos achados pelo Senhor Jesus.
Os evangelhos nos mostram o Senhor Jesus buscando as pessoas, surpreendendo-as com sua presença. Zaquel achava que estava procurando Jesus, mas era Jesus quem procurava por ele (Lc. 19:5).
Você já o encontrou? Sua escala de valores já mudou? Você já contempla o invisível? Zaqueu mudou a sua vida quando foi encontrado por Jesus! Procure-o! Busque a Jesus agora! Contemple-o. Feche os seus olhos e tenha agora uma conversa com Ele!
III – O Reino de Deus deve ser priorizado “vendeu tudo”
Por este reino se podia vender tudo, pois o seu valor é infinitamente maior do que todos os nossos tesouros.
Para seguir Jesus, podemos abrir mão do que mais amamos que seremos recompensados (Mt. 19:29 “ e todo aquele que tiver deixado csa, irmão, irmã, api, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará vida eterna”). Quando damos algo a Deus, Ele nos devolve mais ainda (Lc. 6:38 “dai e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida e transbordante, generosamente vos darão; pq com a medida que vos tiverdes medido vos medirão também”). Por Ele tudo pode ser perdido, mas o reino suprirá toda a nossa necessidade.
Paulo fala de suas perdas, mas também do que recebera de Cristo (Fl. 3:7,8 “Mas o que para mim era lucro considerei perda por causa de Cristo” Sim deveras considero tudo com perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor. Por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo”). Ele não fica devendo nada a ninguém. Se nos achegamos a Ele, Ele se chegará a nós (Tg. 4:8).
A eternidade nos mostrará que os tesouros de Cristo são incomparavelmente melhores que os da terra. Estes são eternos (Mt. 6:19-21” não acumuleis...”) e fazem o coração transbordar de alegria (v. 44 “E, transbordante de alegria”).
Ás vezes tomamos por infelizes os que abrem mão de profissão, de recursos do mundo para se consagrarem à obra de Deus, mas eles terão a recompensa de acordo com a dedicação de cada um.
Você tem entendido o valor que tem ser filho de Deus e seu servo nesta terra? Você tem priorizado a sua vontade? Ou tem dado um tiro no pé ao seguir seus próprios caminhos?
É hora de consagração! É hora de seguir pelo campo, vender tudo o que tem, e perceber abaixo da superfície um tesouro maravilhoso e invisível. É hora de agarrar-se a Jesus e não deixa-lo mais.
Tiago Leite
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Constranger ou não constranger, eis a questão...
Com certeza, todos nós já ficamos “boiando” em alguma situação ou ambiente em nossa vida. É chato, constrangedor e podemos até ficar magoados. Quando me lembro das situações constrangedoras que passei, sinto que ninguém deve constranger o outro, pois é até humilhante. Mas, olhando para Jesus e como compartilhava a palavra percebo que devemos provocar este constrangimento nas pessoas por um aspecto e em outro aspecto devemos evitar, ao máximo, constranger alguém.
Como devemos constranger as pessoas?
Jesus constrangeu as pessoas que ouviram suas mensagens e parábolas em diversas ocasiões. As pessoas muitas vezes não entendiam o que Jesus dizia, todo o significado de suas palavras e o mistério do seu reino ficou encoberto para muitos dos que o ouviram. Seus pais, seus próprios discípulos, os religiosos, as autoridades e o povo não entendiam tudo o que Jesus falava. O mesmo aconteceu com seus discípulos quando começaram a pregar como Jesus, e vemos este mesmo constrangimento sendo provocado até pelo versátil apóstolo Paulo por onde passou.
Este constrangimento é inevitável e necessário, porque o homem natural não compreende as coisas do Espírito, não consegue discerni-las espiritualmente e a palavra, com sentido espiritual, proferida incomoda a alma humana. É como se falássemos algo que as pessoas ouvem, não entendem totalmente as implicações, mas sentem um profundo impacto em suas almas, sentem que há algo especial nestas palavras que precisam conhecer. Como John Stott destaca ao citar em seu livro “Contracultura Cristã” a frase do Dr. Lloyd-Jones: "A glória do Evangelho é que, quando a Igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. É então que o mundo se sente inclinado a ouvir a sua mensagem, embora talvez no princípio a odeie” ¹.
Não estamos falando de proferirmos palavras mágicas em uma língua incompreensível, mas emitirmos palavras nativas que remetem a um mundo muito maior do que as pessoas conhecem, a um destino muito mais abrangente do que vislumbram e a um ser muito maior do que tudo o que podem imaginar. Falar sobre o Deus Criador e Seu Filho Salvador é tocar num assunto que a mente humana por si só não consegue entender, muito menos aceitar. Por isto Jesus, seus discípulos e Paulo foram perseguidos e mortos, por suas palavras. Palavras que provocam a sede da alma, ou o ouvinte humildemente deposita sua fé naquilo que seus olhos e mentes não podem compreender totalmente ou se enche de ira egocêntrica. Pedro e João ouviram claramente a ordem: “Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus”. O apóstolo Paulo afirma: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1 Co 2;4). Como Calvino dizia, a Bíblia é a Escola do Espírito. Nossas palavras bíblicas vão constranger, mas o Espírito é quem convence.
Como não devemos constranger as pessoas?
Jesus nunca constrangeu as pessoas pelo código que usou, mas pelo conteúdo profundo, desafiador e desconcertante de suas palavras. Em seu famoso Sermão do Monte (Mt 5-7), com palavras simples, comuns e compreensíveis, ele descreveu os valores profundos e humanamente intangíveis do seu reino. Jesus nos ensina que devemos facilitar o máximo para as pessoas a compreensão do Evangelho, porque seu conteúdo por si só já gerará profunda comoção ou repugnância. Esta transmissão de uma mensagem transcendente, divina e eterna decodificada para a linguagem de seres limitados e soberbamente resistentes é a essencial contextualização. Jesus, em sua encarnação, nos dá o melhor exemplo. Ele fez-se um de nós, falou a nossa língua, andou nas nossas ruas. Jesus evitou constranger-nos com um amor só pregado pelos anjos e com uma misericórdia só proclamada em sinais nos céus e nuvens sobre os montes. Jesus nos amou de perto e não de longe.
Não devemos constranger as pessoas por sermos estranhos a elas, por usarmos de uma linguagem que não tem em seu vocabulário, de nos vestirmos como se fossemos de uma casta distante, de nos comportarmos como se não tivéssemos nascido aqui e por aqui nunca andando. Não devemos constranger as pessoas com neologismos, sofismas (estas duas palavrinhas são o próprio exemplo), com palavras que um descrente não vai entender.
Uma coisa é alguém não entender o evangelho por não concordar com ele, porque a mensagem o humilha e exige sua entrega total. Outra coisa é alguém não entender o evangelho porque não entendeu o que o evangelista estava dizendo, sua linguagem, seu culto e suas tradições estranhas o inibiram.
Jesus usou elementos como luz, sal, terra, semente, água, pão, casamento, vinho, parto. Aprendamos com ele o uso das palavras de nosso tempo para anunciarmos as palavras eternas.
Duas Aplicações Práticas:
1. Se o conteúdo de suas palavras não constrange nunca um descrente, reveja seu vocabulário. Deus e seus mistérios precisam estar nele para tocar as pessoas.
2. Se a forma de seu conteúdo constrange o descrente, reveja seu contexto. Deus com seus mistérios se revelou de forma simples, não complique o recado de Deus.
Nota
¹ STOTT, John R.W. Contracultura Cristã. São Paulo: ABU Editora, 1982. 140p.
Tiago Leite
Como devemos constranger as pessoas?
Jesus constrangeu as pessoas que ouviram suas mensagens e parábolas em diversas ocasiões. As pessoas muitas vezes não entendiam o que Jesus dizia, todo o significado de suas palavras e o mistério do seu reino ficou encoberto para muitos dos que o ouviram. Seus pais, seus próprios discípulos, os religiosos, as autoridades e o povo não entendiam tudo o que Jesus falava. O mesmo aconteceu com seus discípulos quando começaram a pregar como Jesus, e vemos este mesmo constrangimento sendo provocado até pelo versátil apóstolo Paulo por onde passou.
Este constrangimento é inevitável e necessário, porque o homem natural não compreende as coisas do Espírito, não consegue discerni-las espiritualmente e a palavra, com sentido espiritual, proferida incomoda a alma humana. É como se falássemos algo que as pessoas ouvem, não entendem totalmente as implicações, mas sentem um profundo impacto em suas almas, sentem que há algo especial nestas palavras que precisam conhecer. Como John Stott destaca ao citar em seu livro “Contracultura Cristã” a frase do Dr. Lloyd-Jones: "A glória do Evangelho é que, quando a Igreja é absolutamente diferente do mundo, ela invariavelmente o atrai. É então que o mundo se sente inclinado a ouvir a sua mensagem, embora talvez no princípio a odeie” ¹.
Não estamos falando de proferirmos palavras mágicas em uma língua incompreensível, mas emitirmos palavras nativas que remetem a um mundo muito maior do que as pessoas conhecem, a um destino muito mais abrangente do que vislumbram e a um ser muito maior do que tudo o que podem imaginar. Falar sobre o Deus Criador e Seu Filho Salvador é tocar num assunto que a mente humana por si só não consegue entender, muito menos aceitar. Por isto Jesus, seus discípulos e Paulo foram perseguidos e mortos, por suas palavras. Palavras que provocam a sede da alma, ou o ouvinte humildemente deposita sua fé naquilo que seus olhos e mentes não podem compreender totalmente ou se enche de ira egocêntrica. Pedro e João ouviram claramente a ordem: “Chamando-os, ordenaram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem em o nome de Jesus”. O apóstolo Paulo afirma: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1 Co 2;4). Como Calvino dizia, a Bíblia é a Escola do Espírito. Nossas palavras bíblicas vão constranger, mas o Espírito é quem convence.
Como não devemos constranger as pessoas?
Jesus nunca constrangeu as pessoas pelo código que usou, mas pelo conteúdo profundo, desafiador e desconcertante de suas palavras. Em seu famoso Sermão do Monte (Mt 5-7), com palavras simples, comuns e compreensíveis, ele descreveu os valores profundos e humanamente intangíveis do seu reino. Jesus nos ensina que devemos facilitar o máximo para as pessoas a compreensão do Evangelho, porque seu conteúdo por si só já gerará profunda comoção ou repugnância. Esta transmissão de uma mensagem transcendente, divina e eterna decodificada para a linguagem de seres limitados e soberbamente resistentes é a essencial contextualização. Jesus, em sua encarnação, nos dá o melhor exemplo. Ele fez-se um de nós, falou a nossa língua, andou nas nossas ruas. Jesus evitou constranger-nos com um amor só pregado pelos anjos e com uma misericórdia só proclamada em sinais nos céus e nuvens sobre os montes. Jesus nos amou de perto e não de longe.
Não devemos constranger as pessoas por sermos estranhos a elas, por usarmos de uma linguagem que não tem em seu vocabulário, de nos vestirmos como se fossemos de uma casta distante, de nos comportarmos como se não tivéssemos nascido aqui e por aqui nunca andando. Não devemos constranger as pessoas com neologismos, sofismas (estas duas palavrinhas são o próprio exemplo), com palavras que um descrente não vai entender.
Uma coisa é alguém não entender o evangelho por não concordar com ele, porque a mensagem o humilha e exige sua entrega total. Outra coisa é alguém não entender o evangelho porque não entendeu o que o evangelista estava dizendo, sua linguagem, seu culto e suas tradições estranhas o inibiram.
Jesus usou elementos como luz, sal, terra, semente, água, pão, casamento, vinho, parto. Aprendamos com ele o uso das palavras de nosso tempo para anunciarmos as palavras eternas.
Duas Aplicações Práticas:
1. Se o conteúdo de suas palavras não constrange nunca um descrente, reveja seu vocabulário. Deus e seus mistérios precisam estar nele para tocar as pessoas.
2. Se a forma de seu conteúdo constrange o descrente, reveja seu contexto. Deus com seus mistérios se revelou de forma simples, não complique o recado de Deus.
Nota
¹ STOTT, John R.W. Contracultura Cristã. São Paulo: ABU Editora, 1982. 140p.
Tiago Leite
Existe uma Igreja Cristã Verdadeira?
“...muitos (...) creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos” João 2:23b-24
Nenhum ser humano pode ver a condição espiritual do coração de ninguém. Podemos perceber os que freqüentam a igreja e perceber sinais externos de mudança espiritual interior, mas só Deus pode, de fato, ver o coração das pessoas e enxergar o seu estado espiritual. Portanto, a verdadeira igreja de Cristo, formada por cristãos genuínos, é invisível para o homem e percebida somente pelos olhos de Deus.
A igreja verdadeira não é fruto de uma organização visível que vem de uma linha sucessória e ininterrupta de líderes desde os apóstolos, mas fruto da edificação do próprio Cristo que vem tocando no coração de homens e mulheres no decorrer da história. Calvino afirmou: “A pretensão de sucessão é vã se os descendentes não conservarem sã e incorrupta a verdade de Cristo que eles receberam da mão de seus pais e não permaneceram nela (...) Que valor tem tal sucessão se não incluir também imitação incorrupta da parte de seus sucessores”.
Por outro lado, a igreja de Cristo pode ser visível aos olhos dos cristãos genuínos que entendem a diferença entre os cristãos e os descrentes. Paulo escreve a igrejas especificamente, mas afirma haver no meio delas descrentes também (2 Tm 2:17-18). Leia mais sobre a visibilidade e a invisibilidade do cristão na introdução do Artigo: Arte, Cosmovisão e o Evangelho.
Entretanto, tomemos cuidado com as instituições, nenhum ajuntamento cristão pode ter a pretensão de limitar o poder salvífico de Jesus.
“O Senhor conhece os que lhe pertencem” 2 Tm 2.19.
Tiago Leite
Nenhum ser humano pode ver a condição espiritual do coração de ninguém. Podemos perceber os que freqüentam a igreja e perceber sinais externos de mudança espiritual interior, mas só Deus pode, de fato, ver o coração das pessoas e enxergar o seu estado espiritual. Portanto, a verdadeira igreja de Cristo, formada por cristãos genuínos, é invisível para o homem e percebida somente pelos olhos de Deus.
A igreja verdadeira não é fruto de uma organização visível que vem de uma linha sucessória e ininterrupta de líderes desde os apóstolos, mas fruto da edificação do próprio Cristo que vem tocando no coração de homens e mulheres no decorrer da história. Calvino afirmou: “A pretensão de sucessão é vã se os descendentes não conservarem sã e incorrupta a verdade de Cristo que eles receberam da mão de seus pais e não permaneceram nela (...) Que valor tem tal sucessão se não incluir também imitação incorrupta da parte de seus sucessores”.
Por outro lado, a igreja de Cristo pode ser visível aos olhos dos cristãos genuínos que entendem a diferença entre os cristãos e os descrentes. Paulo escreve a igrejas especificamente, mas afirma haver no meio delas descrentes também (2 Tm 2:17-18). Leia mais sobre a visibilidade e a invisibilidade do cristão na introdução do Artigo: Arte, Cosmovisão e o Evangelho.
Entretanto, tomemos cuidado com as instituições, nenhum ajuntamento cristão pode ter a pretensão de limitar o poder salvífico de Jesus.
“O Senhor conhece os que lhe pertencem” 2 Tm 2.19.
Tiago Leite
Buscando o Equilíbrio
Jesus pediu ao Pai que não nos tirasse do mundo, mas nos guardasse do mal (Jo 17). Ele nos deixou então o desafio de vivermos no mundo com os padrões do céu. Diante deste desafio devemos evitar dois comportamentos:
Vulnerabilidade: “O simples da credito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos” (Pv 14:15). Jesus destaca que alguns vão receber sua palavra, mas ela não produzira mudanças porque serão influenciados pelo mundo (Lc 8:14). Tomemos cuidado com a Glutonaria Cultural. Brian Godawa, um roteirista americano, afirma: “Diversão pode significar desvio e ilusão. Muitas vezes isto acontece quando um filme começa a rodar. Suspendemos nossas crenças e nosso senso critico. Sucumbimos as lições sutis de como nos comportar, pensar e ate ver a realidade”.
Alienação: “Quem me dera fosse louco, não sofreria tanto”, afirmava Raul Seixas. Esta e a solução vista por muitas seitas. Eliminando a mente e a consciência, atingindo o nirvana, então não haverá influencia negativa. Mas nosso culto e nossa vida crista e racional e consciente do mundo (Rm 12:1-2). Os filhos de Issacar foram destacados para o Exercito de Israel porque eram conhecedores de sua época e capazes de discernir o que deveria ser feito (1 Cr 12:32). Tomemos também cuidado com a Anorexia Cultural. Lembro-me de uma conhecida frase de que devemos andar com a Bíblia e o jornal do dia debaixo do braço.
“...julgai todas as coisas, retendo o que e bom; abstende-vos de toda forma de mal” 1 Ts 5:21
Tiago Leite
Vulnerabilidade: “O simples da credito a cada palavra, mas o prudente atenta para os seus passos” (Pv 14:15). Jesus destaca que alguns vão receber sua palavra, mas ela não produzira mudanças porque serão influenciados pelo mundo (Lc 8:14). Tomemos cuidado com a Glutonaria Cultural. Brian Godawa, um roteirista americano, afirma: “Diversão pode significar desvio e ilusão. Muitas vezes isto acontece quando um filme começa a rodar. Suspendemos nossas crenças e nosso senso critico. Sucumbimos as lições sutis de como nos comportar, pensar e ate ver a realidade”.
Alienação: “Quem me dera fosse louco, não sofreria tanto”, afirmava Raul Seixas. Esta e a solução vista por muitas seitas. Eliminando a mente e a consciência, atingindo o nirvana, então não haverá influencia negativa. Mas nosso culto e nossa vida crista e racional e consciente do mundo (Rm 12:1-2). Os filhos de Issacar foram destacados para o Exercito de Israel porque eram conhecedores de sua época e capazes de discernir o que deveria ser feito (1 Cr 12:32). Tomemos também cuidado com a Anorexia Cultural. Lembro-me de uma conhecida frase de que devemos andar com a Bíblia e o jornal do dia debaixo do braço.
“...julgai todas as coisas, retendo o que e bom; abstende-vos de toda forma de mal” 1 Ts 5:21
Tiago Leite
Planejamento Espiritual da Vida
“Atendei agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo”. Tg 4:13-15.
Tiago não proibiu planejar. Tiago não está dizendo para vivermos uma vida irresponsável e sem nenhum planejamento. Isto fica claro porque ele entende que devemos dizer: Se o Senhor quiser faremos isto ou aquilo. Ou seja, fazermos isto ou aquilo implicará em um planejamento.
O Conselho: é proibido planejar a vida sem consultar o autor da vida. Não fará sentido alguém planejar sem consultar a Deus. É como alguém que planeja arrumar uma casa alugada sem consultar o dono. Tiago nos chama a atenção para o fato de que aquilo que planejamos só vai acontecer se Deus quiser.
Tiago nos ensina que precisamos planejar a nossa vida espiritualmente, ou seja, com o discernimento espiritual do que é a vontade de Deus. Ele deve ser consultado, ele deve ser ouvido, ele dever ser entendido. É preciso vida devocional, oração e leitura da palavra.
Tiago Leite
Tiago não proibiu planejar. Tiago não está dizendo para vivermos uma vida irresponsável e sem nenhum planejamento. Isto fica claro porque ele entende que devemos dizer: Se o Senhor quiser faremos isto ou aquilo. Ou seja, fazermos isto ou aquilo implicará em um planejamento.
O Conselho: é proibido planejar a vida sem consultar o autor da vida. Não fará sentido alguém planejar sem consultar a Deus. É como alguém que planeja arrumar uma casa alugada sem consultar o dono. Tiago nos chama a atenção para o fato de que aquilo que planejamos só vai acontecer se Deus quiser.
Tiago nos ensina que precisamos planejar a nossa vida espiritualmente, ou seja, com o discernimento espiritual do que é a vontade de Deus. Ele deve ser consultado, ele deve ser ouvido, ele dever ser entendido. É preciso vida devocional, oração e leitura da palavra.
Tiago Leite
Como Ser uma Pessoa Bondosa
TEXTO: Lc 10:30-37
Desde Caim, seu homicídio e sua resposta a Deus (acaso sou tutor do meu irmão) que a humanidade experimenta a tendência para o mal, a maldade. Maldade não apenas no cometimento de atentados físicos aos irmãos, mas a omissão e a insensibilidade para com o sofrimento dos outros.
Ouvimos todos os dias a noticia de tragédias ao redor do mundo que numa mistura de sentimento de impotência com o sentimento de autoproteção, passamos a nos comportar com indiferença.
Além do sofrimento presente em todo mundo, tão distante de nós, aprendemos todos os dias conviver com as mazelas ao nosso redor, e desenvolvemos a mesma indiferença. Infelizmente esta indiferença pode ter justificativas bem elaboradas e muitas vezes até religiosas. Mundo Atual é Individualista e Egocêntrico.
Mas, não podemos perder a essência do evangelho de Cristo, que deve nos transformar em pessoas amorosas, sensíveis, boas para com o próximo. Nós temos que ir contra a maré, termos coração sensível ao sofrimento do outro.
A palavra nos ensina que a bondade é um fruto do Espírito Gl 5:22-23.
A palavra traduzida por bondade (agathosune), em Gálatas 5:22, denota uma bondade ativa, agressiva. Mais que excelência de caráter, é o caráter em ação, expressando-se em bons atos. Ef 4:32 (sede para com os outros benignos).
Um Exemplo de Homem Bom para Jesus (Lc 10:30-37).
Jesus responde a um rabi que queria testá-lo e evoca o que ensina a Lei. E o rabi demonstra uma compreensão profunda resumindo o principal mandamento. Ele tinha aparentemente uma boa teologia, este não era o problema principal. Depois Jesus responde ao mestre da lei que queria se auto justificar, mas não vivia a lei que estudava de fato em sua vida. O rabi pergunta: Quem é o meu próximo e Jesus, então, demonstra em uma ilustração (parábola) a aplicação da lei.
Temos 3 personagens iniciais que são maus a um homem.
• Os salteadores vem, despojam e espancam o homem e vão embora.
• O sacerdote vem, vê, mas ignora o homem ferido e vai embora.
• O levita vem, vê, mas ignora o homem ferido e vai embora.
Atitudes de um Homem Bom (vs. 32-35)
1. Ele viu o próximo;
2. Ele se sensibilizou com a situação do próximo;
3. Ele se aproximou do próximo;
4. Ele socorreu o próximo;
5. Ele se sacrificou pelo próximo;
6. Ele cuidou do próximo;
7. Ele contribuiu para a recuperação do próximo.
Todas as cerimônias do Sacerdote e sua prática religiosa não o fizeram um homem bom. Todo serviço do levita a Deus não o tornou um homem bom (dois principais religiosos do AT). Nesta resposta a pergunta de um intérprete da Lei, que queria testá-lo Jesus nos aponta as atitudes de um homem bom.
“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” 1 João 3.18
O QUE É PRECISO PARA SER BOM (Lc 10:30-37)
1. É PRECISO ABNEGAÇÃO;
“se só penso em mim mesmo nunca vou me preocupar com o outro”
“Casualmente ia por aquele caminho”. O sacerdote e o levita não percebem o homem, estão muito preocupados consigo mesmos para mudar o seu caminho. Afinal encontrar um homem ferido tinha sido uma causalidade, estava ali por acaso, acontece...
O Sacerdote devia estar montado em um cavalo ou burro por pertencer a alta sociedade, não faria uma viagem de 27 Km (Jerusalém a Jericó a pé), isto seria muito incomum no oriente. Provavelmente vivia em Jericó e descia para casa depois de cumprir o período de duas semanas no templo em Jerusalém. Sua imensa lei oral o proibia de se aproximar mais do que quatro côvados de um cadáver.
O Sacerdote não poderia saber se ele era um próximo. Como o homem estava como morto e despido ele não tinha condições de saber se estava vivo ou se era um judeu e não gentio. Identificava-se um judeu pelas roupas e pela língua. O sacerdote era prisioneiro do seu próprio sistema religioso legal/teológico. Sua vida baseada em um sistema de faça e não faça dava a ele respostas objetivas e insensíveis até mesmo a homem morrendo na sua frente na beira da estrada.
O levita mesmo não tendo sobre sí a mesma exigência de purificação se exime de ajudar. Historiadores e estudiosos que conhecem a estrada presumem que os viajantes podiam ver os que estavam a sua frente no caminho a muita distancia. É provável que a atitude do sacerdote faz com que o levita também se exima de ajudar.
Sacerdotes, levitas e leigos judeus oficiavam no templo e seria natural que estivessem na estrada voltando para casa. O ouvinte de Jesus poderia esperar que Jesus falasse de um leigo agora, mas ele choca seus ouvintes colocando como herói o odiado samaritano.
O Samaritano estava em seu caminho, passa perto, e ele vê, se compadece, se aproxima, socorre e se sacrifica pelo homem ferido.
- Ele poderia se preocupar com o risco de ajudar um homem ferido poderia ser atacado também. Um sacerdote e um levita poderiam ser poupados de ladrões, mas um samaritano seria ferido e talvez morto.
- Ele poderia ter outros planos e não querer mudar o seu percurso.
- Ele poderia ter passado longe e não ter feito nada!
O homem bom abre mão de seus planos pelos outros, abre mão dos seus direitos, abre mão do seu tempo.
Você não tem tempo para amar, para ajudar, para olhar para o outro?
O que fez com que Jesus não se preocupasse consigo mesmo no momento de sua cruz? Que bondade! Foi a abnegação de sí mesmo por amor. Fp 2:5-8 (se esvaziou e assumiu a forma de servo e morreu morte de cruz).
O que fez com Estevão orasse pelos que o apedrejavam? Abnegação.
O Desafio de não ser o Centro. (Mundo Atual é Individualista e Egocêntrico)
A pergunta do religioso é centrada em sí mesmo. Quem é o meu próximo?
A pergunta de Jesus estava centrada no outro. Quem era o próximo do homem ferido e caído?
Se compadecer é ceder o centro ao outro.
Amor incondicional: a história indica que ele não conheceu o homem consciente. Ou seja, não fez esperando reconhecimento ou recompensa!
Você será um homem bom quando aprender a olhar para além de suas próprias necessidades e seus próprios planos e começar a perceber o outro.
2. É PRECISO CONTENTAMENTO;
“se acho que me falta tudo, não terei nada para o próximo”
O Samaritano poderia ter muitas razões para achar que não tinha condições de ajudar. Judeus oravam nas sinagogas para que os samaritanos não herdassem a vida eterna. Só entrando neste contexto podemos perceber a coragem e o impacto da palavra de Jesus!
Mas o que ele tinha considerou suficiente para ajudar e foi suficiente!
Mas o que ele era considerou suficiente para ajudar e foi suficiente! O Samaritano era desprezado pelos judeus, sofria de preconceito. Mas ele era seguro do que podia fazer e do que tinha para ajudar.
Durante um período de fome em Moçambique, duas mães vieram pedin¬do para fazer algum trabalho em troca de um pouco de farinha de milho. Dei¬xaram suas duas filhinhas conosco, enquanto trabalhavam. No decorrer da manhã, levei quatro bananas para as duas meninas. Agradeceram-me pelas bananas e então ouvi uma delas dizer à outra: "Vamos comer uma só cada uma, e guardar as outras para nossas mães". E assim elas fizeram. Se duas meninas famintas, de lares não-cristãos, podiam distribuir o pouco que tinham, quanto mais nós cristãos não havemos de pôr em prática a Regra Áurea de nosso Mestre? Edite Riggs Gillet (Moçambique).
O apóstolo Paulo foi um homem extremamente bom apesar das suas inúmeras dificuldades e limitações. Mas ele nos diz: “porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome;
assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece”. (Filipenses 4.10-13).
O que você é em Cristo, nova criatura, e o que você tem é suficiente para ser uma benção na vida dos outros.
Você será um homem bom quando aprender quem você é em Deus e que o que Deus te dá é suficiente para ajudar, para amar e abençoar!
3. É PRECISO CONTEÚDO;
“se eu estiver vazio não terei nada para dar, para dividir com o outro”
O bom Samaritano tinha comida, bebida e dinheiro. Ele tinha uma condução. No entanto, usa tudo isso para um fim que não tinha imaginado. Dois denários era muito dinheiro, o suficiente para pagar mais de três semanas de estadia com pensão completa. Dá mesmo o que não tem, o que contava vir a ganhar em Jericó. Fez uma promessa em aberto de pagar ainda mais o que fosse preciso.
Os gestos de compaixão revelam o lugar em que a santidade de Deus se manifesta. É mesmo possível que a referência ao vinho e ao óleo designe os dois elementos usados nos sacrifícios do Templo. É aqui, nos gestos de compaixão, que se encontra o verdadeiro lugar do sacrifício onde Deus está.
Ali no meio da estrada no deserto e não no templo em Jerusalém um verdadeiro sacrifício agradável a Deus foi feito pelo samaritano.
Oseias 6:6, “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício”.
Precisamos ter o óleo e o vinho!
Não podemos dar o que não temos! Precisamos compartilhar o amor de Deus precisamos tê-lo!
“Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos ... para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl. 4:6)
"Habite ricamente em vós a palavra de Cristo." Cl. 3:16ª
Como anda a sua vida devocional? Como anda a sua intimidade com DEUS!
Quanto mais perto estiveres de Deus maior será o teu coração para os outros
E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, (Efésios 5:18).
Você será um homem bom se estiver preparado para sê-lo. Encha-se de Deus e de sua palavra, procure colher os frutos do trabalho e abençoe o seu próximo!
4. É PRECISO DISPOSIÇÃO;
“ser bom dá trabalho, é preciso disposição para abençoar”
O Sacerdote o Levita não quiseram ter trabalho com aquele homem.
O Samaritano dispôs:
- o seu olhar;
- o seu coração;
- o seu tempo;
- o seu animal;
- o seu óleo e vinho;
- o seu dinheiro;
Certo capelão evangélico encontrou no campo de batalha um soldado gravemente ferido e perguntou-lhe: “Você quer que eu leia um trecho das Sagradas Escrituras?” “Tenho muita sede e preferia que o senhor me desse um copo d’água”. O ministro providenciou a água e o soldado bebeu logo. “Quer, agora, que eu leia uma passagem da Bíblia?” “Preferiria que o senhor colocasse alguma coisa debaixo da minha cabeça”. O capelão tirou o capote, dobrou-o, fez dele uma espécie de travesseiro e colocou-o debaixo da cabeça do soldado. “E agora, quer que eu leia uma parte deste livro que á a Palavra de Deus?” “Sinto muito frio; preferia que conseguisse um agasalho...”. O ministrou tirou o seu paletó e com ele cobriu o soldado. Depois de tudo isto, o militar, olhando para o rosto do capelão disse: “Agora, se nesse livro há algo que ensine um homem a fazer o que o senhor me fez, peço que me leia uma parte dele”. Esse é o padrão de testemunhas que o Senhor busca.
Separe no seu coração, sua mente e sua agenda tempo para ser bom!
Anime-se, levante-se porque Deus há de fazer através de tí grandes coisas!
Você será um homem bom se estiver disposto a pagar o preço da bondade!
APLICAÇÃO:
Pv 11:17 (O homem bondoso faz bem a sí mesmo)
Mt 25:31-46 (Galardão para os bons e Castigo para os maus)
• Você será um homem bom quando aprender a olhar para além de suas próprias necessidades e seus próprios planos e começar a perceber o outro.
• Você será um homem bom quando aprender quem você é em Deus e que o que Deus te dá é suficiente para ajudar, para amar e abençoar!
• Você será um homem bom se estiver preparado para sê-lo. Encha-se de Deus e de sua palavra, procure colher os frutos do trabalho e abençoe o seu próximo!
• Você será um homem bom se estiver disposto a pagar o preço da bondade!
“Servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21)
Tiago Leite
Desde Caim, seu homicídio e sua resposta a Deus (acaso sou tutor do meu irmão) que a humanidade experimenta a tendência para o mal, a maldade. Maldade não apenas no cometimento de atentados físicos aos irmãos, mas a omissão e a insensibilidade para com o sofrimento dos outros.
Ouvimos todos os dias a noticia de tragédias ao redor do mundo que numa mistura de sentimento de impotência com o sentimento de autoproteção, passamos a nos comportar com indiferença.
Além do sofrimento presente em todo mundo, tão distante de nós, aprendemos todos os dias conviver com as mazelas ao nosso redor, e desenvolvemos a mesma indiferença. Infelizmente esta indiferença pode ter justificativas bem elaboradas e muitas vezes até religiosas. Mundo Atual é Individualista e Egocêntrico.
Mas, não podemos perder a essência do evangelho de Cristo, que deve nos transformar em pessoas amorosas, sensíveis, boas para com o próximo. Nós temos que ir contra a maré, termos coração sensível ao sofrimento do outro.
A palavra nos ensina que a bondade é um fruto do Espírito Gl 5:22-23.
A palavra traduzida por bondade (agathosune), em Gálatas 5:22, denota uma bondade ativa, agressiva. Mais que excelência de caráter, é o caráter em ação, expressando-se em bons atos. Ef 4:32 (sede para com os outros benignos).
Um Exemplo de Homem Bom para Jesus (Lc 10:30-37).
Jesus responde a um rabi que queria testá-lo e evoca o que ensina a Lei. E o rabi demonstra uma compreensão profunda resumindo o principal mandamento. Ele tinha aparentemente uma boa teologia, este não era o problema principal. Depois Jesus responde ao mestre da lei que queria se auto justificar, mas não vivia a lei que estudava de fato em sua vida. O rabi pergunta: Quem é o meu próximo e Jesus, então, demonstra em uma ilustração (parábola) a aplicação da lei.
Temos 3 personagens iniciais que são maus a um homem.
• Os salteadores vem, despojam e espancam o homem e vão embora.
• O sacerdote vem, vê, mas ignora o homem ferido e vai embora.
• O levita vem, vê, mas ignora o homem ferido e vai embora.
Atitudes de um Homem Bom (vs. 32-35)
1. Ele viu o próximo;
2. Ele se sensibilizou com a situação do próximo;
3. Ele se aproximou do próximo;
4. Ele socorreu o próximo;
5. Ele se sacrificou pelo próximo;
6. Ele cuidou do próximo;
7. Ele contribuiu para a recuperação do próximo.
Todas as cerimônias do Sacerdote e sua prática religiosa não o fizeram um homem bom. Todo serviço do levita a Deus não o tornou um homem bom (dois principais religiosos do AT). Nesta resposta a pergunta de um intérprete da Lei, que queria testá-lo Jesus nos aponta as atitudes de um homem bom.
“Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade.” 1 João 3.18
O QUE É PRECISO PARA SER BOM (Lc 10:30-37)
1. É PRECISO ABNEGAÇÃO;
“se só penso em mim mesmo nunca vou me preocupar com o outro”
“Casualmente ia por aquele caminho”. O sacerdote e o levita não percebem o homem, estão muito preocupados consigo mesmos para mudar o seu caminho. Afinal encontrar um homem ferido tinha sido uma causalidade, estava ali por acaso, acontece...
O Sacerdote devia estar montado em um cavalo ou burro por pertencer a alta sociedade, não faria uma viagem de 27 Km (Jerusalém a Jericó a pé), isto seria muito incomum no oriente. Provavelmente vivia em Jericó e descia para casa depois de cumprir o período de duas semanas no templo em Jerusalém. Sua imensa lei oral o proibia de se aproximar mais do que quatro côvados de um cadáver.
O Sacerdote não poderia saber se ele era um próximo. Como o homem estava como morto e despido ele não tinha condições de saber se estava vivo ou se era um judeu e não gentio. Identificava-se um judeu pelas roupas e pela língua. O sacerdote era prisioneiro do seu próprio sistema religioso legal/teológico. Sua vida baseada em um sistema de faça e não faça dava a ele respostas objetivas e insensíveis até mesmo a homem morrendo na sua frente na beira da estrada.
O levita mesmo não tendo sobre sí a mesma exigência de purificação se exime de ajudar. Historiadores e estudiosos que conhecem a estrada presumem que os viajantes podiam ver os que estavam a sua frente no caminho a muita distancia. É provável que a atitude do sacerdote faz com que o levita também se exima de ajudar.
Sacerdotes, levitas e leigos judeus oficiavam no templo e seria natural que estivessem na estrada voltando para casa. O ouvinte de Jesus poderia esperar que Jesus falasse de um leigo agora, mas ele choca seus ouvintes colocando como herói o odiado samaritano.
O Samaritano estava em seu caminho, passa perto, e ele vê, se compadece, se aproxima, socorre e se sacrifica pelo homem ferido.
- Ele poderia se preocupar com o risco de ajudar um homem ferido poderia ser atacado também. Um sacerdote e um levita poderiam ser poupados de ladrões, mas um samaritano seria ferido e talvez morto.
- Ele poderia ter outros planos e não querer mudar o seu percurso.
- Ele poderia ter passado longe e não ter feito nada!
O homem bom abre mão de seus planos pelos outros, abre mão dos seus direitos, abre mão do seu tempo.
Você não tem tempo para amar, para ajudar, para olhar para o outro?
O que fez com que Jesus não se preocupasse consigo mesmo no momento de sua cruz? Que bondade! Foi a abnegação de sí mesmo por amor. Fp 2:5-8 (se esvaziou e assumiu a forma de servo e morreu morte de cruz).
O que fez com Estevão orasse pelos que o apedrejavam? Abnegação.
O Desafio de não ser o Centro. (Mundo Atual é Individualista e Egocêntrico)
A pergunta do religioso é centrada em sí mesmo. Quem é o meu próximo?
A pergunta de Jesus estava centrada no outro. Quem era o próximo do homem ferido e caído?
Se compadecer é ceder o centro ao outro.
Amor incondicional: a história indica que ele não conheceu o homem consciente. Ou seja, não fez esperando reconhecimento ou recompensa!
Você será um homem bom quando aprender a olhar para além de suas próprias necessidades e seus próprios planos e começar a perceber o outro.
2. É PRECISO CONTENTAMENTO;
“se acho que me falta tudo, não terei nada para o próximo”
O Samaritano poderia ter muitas razões para achar que não tinha condições de ajudar. Judeus oravam nas sinagogas para que os samaritanos não herdassem a vida eterna. Só entrando neste contexto podemos perceber a coragem e o impacto da palavra de Jesus!
Mas o que ele tinha considerou suficiente para ajudar e foi suficiente!
Mas o que ele era considerou suficiente para ajudar e foi suficiente! O Samaritano era desprezado pelos judeus, sofria de preconceito. Mas ele era seguro do que podia fazer e do que tinha para ajudar.
Durante um período de fome em Moçambique, duas mães vieram pedin¬do para fazer algum trabalho em troca de um pouco de farinha de milho. Dei¬xaram suas duas filhinhas conosco, enquanto trabalhavam. No decorrer da manhã, levei quatro bananas para as duas meninas. Agradeceram-me pelas bananas e então ouvi uma delas dizer à outra: "Vamos comer uma só cada uma, e guardar as outras para nossas mães". E assim elas fizeram. Se duas meninas famintas, de lares não-cristãos, podiam distribuir o pouco que tinham, quanto mais nós cristãos não havemos de pôr em prática a Regra Áurea de nosso Mestre? Edite Riggs Gillet (Moçambique).
O apóstolo Paulo foi um homem extremamente bom apesar das suas inúmeras dificuldades e limitações. Mas ele nos diz: “porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome;
assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece”. (Filipenses 4.10-13).
O que você é em Cristo, nova criatura, e o que você tem é suficiente para ser uma benção na vida dos outros.
Você será um homem bom quando aprender quem você é em Deus e que o que Deus te dá é suficiente para ajudar, para amar e abençoar!
3. É PRECISO CONTEÚDO;
“se eu estiver vazio não terei nada para dar, para dividir com o outro”
O bom Samaritano tinha comida, bebida e dinheiro. Ele tinha uma condução. No entanto, usa tudo isso para um fim que não tinha imaginado. Dois denários era muito dinheiro, o suficiente para pagar mais de três semanas de estadia com pensão completa. Dá mesmo o que não tem, o que contava vir a ganhar em Jericó. Fez uma promessa em aberto de pagar ainda mais o que fosse preciso.
Os gestos de compaixão revelam o lugar em que a santidade de Deus se manifesta. É mesmo possível que a referência ao vinho e ao óleo designe os dois elementos usados nos sacrifícios do Templo. É aqui, nos gestos de compaixão, que se encontra o verdadeiro lugar do sacrifício onde Deus está.
Ali no meio da estrada no deserto e não no templo em Jerusalém um verdadeiro sacrifício agradável a Deus foi feito pelo samaritano.
Oseias 6:6, “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício”.
Precisamos ter o óleo e o vinho!
Não podemos dar o que não temos! Precisamos compartilhar o amor de Deus precisamos tê-lo!
“Estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos ... para que saibais como vos convém responder a cada um" (Cl. 4:6)
"Habite ricamente em vós a palavra de Cristo." Cl. 3:16ª
Como anda a sua vida devocional? Como anda a sua intimidade com DEUS!
Quanto mais perto estiveres de Deus maior será o teu coração para os outros
E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, (Efésios 5:18).
Você será um homem bom se estiver preparado para sê-lo. Encha-se de Deus e de sua palavra, procure colher os frutos do trabalho e abençoe o seu próximo!
4. É PRECISO DISPOSIÇÃO;
“ser bom dá trabalho, é preciso disposição para abençoar”
O Sacerdote o Levita não quiseram ter trabalho com aquele homem.
O Samaritano dispôs:
- o seu olhar;
- o seu coração;
- o seu tempo;
- o seu animal;
- o seu óleo e vinho;
- o seu dinheiro;
Certo capelão evangélico encontrou no campo de batalha um soldado gravemente ferido e perguntou-lhe: “Você quer que eu leia um trecho das Sagradas Escrituras?” “Tenho muita sede e preferia que o senhor me desse um copo d’água”. O ministro providenciou a água e o soldado bebeu logo. “Quer, agora, que eu leia uma passagem da Bíblia?” “Preferiria que o senhor colocasse alguma coisa debaixo da minha cabeça”. O capelão tirou o capote, dobrou-o, fez dele uma espécie de travesseiro e colocou-o debaixo da cabeça do soldado. “E agora, quer que eu leia uma parte deste livro que á a Palavra de Deus?” “Sinto muito frio; preferia que conseguisse um agasalho...”. O ministrou tirou o seu paletó e com ele cobriu o soldado. Depois de tudo isto, o militar, olhando para o rosto do capelão disse: “Agora, se nesse livro há algo que ensine um homem a fazer o que o senhor me fez, peço que me leia uma parte dele”. Esse é o padrão de testemunhas que o Senhor busca.
Separe no seu coração, sua mente e sua agenda tempo para ser bom!
Anime-se, levante-se porque Deus há de fazer através de tí grandes coisas!
Você será um homem bom se estiver disposto a pagar o preço da bondade!
APLICAÇÃO:
Pv 11:17 (O homem bondoso faz bem a sí mesmo)
Mt 25:31-46 (Galardão para os bons e Castigo para os maus)
• Você será um homem bom quando aprender a olhar para além de suas próprias necessidades e seus próprios planos e começar a perceber o outro.
• Você será um homem bom quando aprender quem você é em Deus e que o que Deus te dá é suficiente para ajudar, para amar e abençoar!
• Você será um homem bom se estiver preparado para sê-lo. Encha-se de Deus e de sua palavra, procure colher os frutos do trabalho e abençoe o seu próximo!
• Você será um homem bom se estiver disposto a pagar o preço da bondade!
“Servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21)
Tiago Leite
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