“...muitos (...) creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos” João 2:23b-24
Nenhum ser humano pode ver a condição espiritual do coração de ninguém. Podemos perceber os que freqüentam a igreja e perceber sinais externos de mudança espiritual interior, mas só Deus pode, de fato, ver o coração das pessoas e enxergar o seu estado espiritual. Portanto, a verdadeira igreja de Cristo, formada por cristãos genuínos, é invisível para o homem e percebida somente pelos olhos de Deus.
A igreja verdadeira não é fruto de uma organização visível que vem de uma linha sucessória e ininterrupta de líderes desde os apóstolos, mas fruto da edificação do próprio Cristo que vem tocando no coração de homens e mulheres no decorrer da história. Calvino afirmou: “A pretensão de sucessão é vã se os descendentes não conservarem sã e incorrupta a verdade de Cristo que eles receberam da mão de seus pais e não permaneceram nela (...) Que valor tem tal sucessão se não incluir também imitação incorrupta da parte de seus sucessores”.
Por outro lado, a igreja de Cristo pode ser visível aos olhos dos cristãos genuínos que entendem a diferença entre os cristãos e os descrentes. Paulo escreve a igrejas especificamente, mas afirma haver no meio delas descrentes também (2 Tm 2:17-18). Leia mais sobre a visibilidade e a invisibilidade do cristão na introdução do Artigo: Arte, Cosmovisão e o Evangelho.
Entretanto, tomemos cuidado com as instituições, nenhum ajuntamento cristão pode ter a pretensão de limitar o poder salvífico de Jesus.
“O Senhor conhece os que lhe pertencem” 2 Tm 2.19.
Tiago Leite
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