Jesus deixou a ordem: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações..." (Mt 28:19 NVI). Como igreja, temos um propósito muito claro de levar as boas novas a todos que pudermos e não temos grandes problemas em entendermos esta missão. Mas, a forma como fazemos isto tem provocado confusões e gerado desanimo em muitos crentes que se veem incapazes de participar desta tarefa. Apresentar o evangelho as pessoas não é um dom, mas uma tarefa de todos nós. Mas, a forma como se apresenta este evangelho se difere conforme o propósito de Deus e as capacidades que ele dá a cada um.
Analisemos o princípio bíblico de dons: 1º. Romanos 12:3-8: O serviço que Deus vai cobrar de você tem haver com seu dom; 2º. 1 Coríntios 12:28-31: os cristãos não tem todos os dons; 3º. 1 Timóteo 4.14: o cristão não pode negligenciar o seu dom; 4º. 1 Pedro 4.10: o cristão deve servir a Deus conforme o dom que recebeu; 5º. Efésios 4.11: existe o dom de evangelista que alguns cristãos têm.
Assim, existem pessoas especialmente dotadas com o dom de evangelismo. Pessoas assim tem uma capacidade dada pelo Espírito de alcançar e impactar muitas vidas. Homens como o apóstolo Paulo e Filipe ficaram registrados na Bíblia como grandes evangelistas no começo da igreja, e homens como John Wesley, George Whitefield, Moody, Billy Graham e outros ficaram registrados na história recente da igreja, também, como grandes evangelistas. Mas, nem todos são assim, e não precisam ser. Cada cristão é um instrumento diário de evangelização através de seus relacionamentos. Analisando a história da igreja numa perspectiva geral, percebemos que a maioria das pessoas que abraçaram a fé não foram alcançadas por um grande evangelista, ou por um grande evento evangelístico, mas por gente próxima.
Leiamos a descrição da igreja em Atos 2:42-47. Neste texto, fica claro que a saúde da igreja, sua comunhão, amor, zelo doutrinário e testemunho atraiam a simpatia de todo o povo e criavam um ambiente no qual Deus tinha prazer em acrescentar os que iam sendo salvos. O mundo foi alcançado por uma rede natural de contato dos cristãos com os incrédulos. Com a perseguição da igreja em Jerusalém e as viagens missionárias, cristãos se espalharam pelo mundo e suas vidas, testemunhos e relacionamentos foram produzindo a evangelização mundial.
Assim, queridos irmãos, venho através deste artigo, nos desafiar a uma Campanha Nacional de Conscientização e não de Evangelização. Não faremos uma apostila de evangelismo, porque nós somos esta apostila. Em Cristo, já temos o suficiente para evangelizarmos, uma vida de cristão para mostrarmos. Não proporemos que os eventos evangelísticos nacionais promoverão as “oportunidades” de evangelizar, porque nossas vidas diárias e nossos relacionamentos são nossos constantes e principais eventos evangelizadores. Não lutaremos para que sejamos pregadores de vida em alguma campanha ou evento, mas para que sejamos vidas pregadoras. Trabalharemos para que, todos, tenhamos a consciência de que os principais fatores que contribuem para o crescimento e edificação da igreja e para a evangelização do mundo são os próprios crentes. Afinal, a maneira mais eficiente de se alcançar alguém para Cristo é um cristão se relacionando com ele.
Tiago
Nenhum comentário:
Postar um comentário